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16/01/2025 | 06:19 | Polícia

Novo texto da PEC da Segurança Pública cria Polícia Viária Federal e reforça cuidado com autonomia estadual

Projeto deve ser enviado ao Congresso Nacional, onde poderá ser modificado pelos parlamentares. Primeira versão, anunciada em outubro de 2024, sofreu resistência

Projeto deve ser enviado ao Congresso Nacional, onde poderá ser modificado pelos parlamentares. Primeira versão, anunciada em outubro de 2024, sofreu resistência
Texto propõe que Polícia Rodoviária Federal passe a ser responsável também pelas ferrovias e hidrovias. Tomaz Silva / Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou nesta quarta-feira (15), a nova versão da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e inclui na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e os fundos nacionais de financiamento do setor.

A proposta de emenda constitucional, que começou a ser elaborada na gestão do ministro Ricardo Lewandowski, passou por uma rodada de conversas com Estados, municípios e associações do setor. 

Após encontrar impasse com governadores, o texto voltou ao MJSP para incorporar sugestões. Agora o projeto deve ser enviado ao Congresso Nacional, onde poderá ser modificado pelos parlamentares.

Reforço na autonomia 

O texto também reforça a autonomia dos Estados no combate ao crime. O ponto havia criado discussões com os governadores, que temem uma eventual invasão de competência das polícias estaduais. Para abrandar questionamentos, a nova minuta agora deixa claro que isso não deve ocorrer.

A PEC rebatiza a PRF como Polícia Viária Federal, que passaria a fazer o policiamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais, além das rodovias. Consta no anteprojeto um trecho garantindo que a corporação não vai se ocupar de funções hoje exercidas pelas Polícias Federal e Civil.

Em relação à Polícia Federal (PF), o projeto prevê que ela atue em ações de crime ambientais e contra práticas cometidas por organizações criminosas e milícias privadas, desde que tenham "repercussão interestadual ou internacional".

Controle da atividade policial

O texto busca ainda fortalecer o controle sobre a atividade policial. Está prevista a instituição de ouvidorias autônomas, nos três níveis da federação, "para receber representações, elogios e sugestões sobre a atividade desses profissionais".

Ao contrário do que queriam os governadores, a PEC não prevê a participação paritária dos Estados e do Distrito Federal nos comitês gestores do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, nem subsídios fiscais aos entes que contribuírem com o Susp.

As sugestões de ordem infraconstitucional, isto é, que podem ser resolvidas por meio de projetos de lei ou decretos, por exemplo, ficaram de fora. A ideia é que regulamentações sejam ajustadas no futuro, de forma pontual.

Fonte: GZH
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