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06/01/2025 | 12:04 | Polícia

Foto mostra suspeita de cometer crime, vítima e um bolo igual ao que estava envenenado

A mulher presa por suposto envenenamento do doce se chama Deise Moura dos Anjos e é nora de Zeli Terezinha Silva dos Anjos, 61 anos, que fez a iguaria. As duas teriam uma desavença antiga

A mulher presa por suposto envenenamento do doce se chama Deise Moura dos Anjos e é nora de Zeli Terezinha Silva dos Anjos, 61 anos, que fez a iguaria. As duas teriam uma desavença antiga
Fotografia de 2021 mostra Zeli (D) e a nora (E), agora presa, em uma festa de fim de ano. Sobre a mesa, um bolo igual ao que foi envenenado agora, em

A principal foto no Facebook de Zeli Terezinha Silva dos Anjos, 61 anos — autora do bolo que causou a morte de três pessoas em Torres, na antevéspera do Natal de 2024 —, mostra ela em família. Estão na imagem o marido de Zeli (falecido de intoxicação alimentar em setembro), um filho do casal e esposa dele, Deise Moura dos Anjos. A harmonia no retrato, tirado em 2021, contrasta com a realidade atual. Zeli está hospitalizada, porque o doce que fez no final de ano estava envenenado. E Deise está presa, como suspeita de ter colocado o veneno arsênico na iguaria.

Detalhe no retrato da família, parecida com as de comercial de margarina: é festa de fim de ano e também está presente um bolo. Igual ao que foi recheado com veneno agora, em 2024. O doce foi levado para Torres e consumido por seis pessoas. Morreram três: duas irmãs de Zeli e uma sobrinha. A nora não estava nesta festa.

A investigação da Polícia Civil aponta que Deise teria colocado o veneno numa farinha de trigo usada no bolo. A quantia de arsênico encontrada na farinha era 2,7 mil vezes maior que a encontrada no bolo. Ou seja, poderia matar muito mais gente.

Lógico que isso são suposições, amparadas em indícios. Estamos muito longe de certezas. Mas a Justiça se convenceu ao ponto de decretar a prisão de Deise.

A Polícia Civil deu uma entrevista coletiva na qual apontou pequenas divergências entre sogra e nora como possível motivação para o triplo homicídio. Só que os policiais não detalharam as provas obtidas, exceto a farinha envenenada. Então sobram perguntas no caso. Algumas delas:

  • Qual a real divergência familiar, a ponto de causar um morticínio?
  • A intenção da suspeita seria matar toda a família ou apenas a sogra?
  • A suspeita matou também o sogro? Afinal, o marido de Zeli, Paulo, morreu de intoxicação alimentar, em setembro passado.
  • A farinha foi encontrada na casa de Zeli, que preparou o bolo. Por que ela não é suspeita e só a nora é? Pelo fato de a cozinheira também ter sofrido o envenenamento?
  • Qual prova de que Deise colocou veneno na farinha? A Polícia Civil assegura que existem elementos nesse sentido, mas não os apresentou.

O delegado que investiga o caso, Marcos Vinicius Muniz Veloso (de Torres), diz que muitos indícios não serão revelados agora, para não atrapalhar a investigação. Compreensível. É hora de dar crédito a ele, à Polícia Civil como um todo, ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) e ao Ministério Público. Agiram rápido e com audácia. Agora, resta aguardar os desdobramentos, incluindo aí a exumação do corpo do marido de Zeli. Talvez a mesma farinha usada no bolo envenenado tenha sido causadora da morte dele.

Fonte: GZH
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