15/12/2024 | 20:32 | Polícia
Ele estava internado no Instituto de Cardiologia
Paulo Ricardo Santos da Silva, o Paulão da Conceição, morreu no início da tarde deste domingo (15), aos 65 anos, por falência múltipla dos órgãos, no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre. Ele cumpria pena por homicídio desde 2017, quando foi condenado a 28 anos de prisão, e foi liberado algumas vezes para o regime semiaberto devido às condições frágeis de saúde. Ele estava em prisão domiciliar.
Paulão era apontado pela polícia como ex-líder do tráfico de drogas na Vila Maria da Conceição, no bairro Partenon, na zona leste de Porto Alegre. Ele cumpria pena pelo envolvimento no assassinato a tiros de Maicon Gilberto Silva da Silva, o Nego Tico, em julho de 2008. A condenação ocorreu em julho de 2017 em tribunal do júri conduzido pelo juiz Orlando Faccini Neto, no Foro Central II, em Porto Alegre.
A primeira condenação de Paulão por tráfico de drogas ocorreu em 2012, após 30 anos de passagens pela polícia. No mesmo ano, ele também foi condenado a 15 anos de prisão pela morte de um desafeto dentro do Presídio Central em 2007.
Em setembro de 2008, quando cumpria prisão domiciliar por alegar problemas cardíacos, Paulão fugiu ao saber de uma megaoperação do Ministério Público para prendê-lo. Ele foi preso novamente em março de 2010, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Paulão respondia a processos criminais desde 1982 e foi preso várias vezes por envolvimento com tráfico e homicídios. Também fugiu algumas vezes do sistema prisional. Uma delas foi em 1995, da Colônia Penal Agrícola, onde cumpria pena. Naquele mesmo ano, foi apontado como responsável por tentativa de roubo contra o dono de uma residência, na Vila Maria da Conceição.
Entre 1995 e 1997, foi preso três vezes por porte ilegal de pistolas. Em 1998, ele foi apontado como responsável por tentar matar seu enteado, com o qual disputava pontos de drogas. Em 2003, teria ameaçado cortar o rosto de uma médica de um posto de saúde da Vila Maria da Conceição que se recusou a receitar um remédio de uso controlado para a sua mulher.
Paulão era alvo de mais de 20 inquéritos policiais e 62 processos criminais.
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Associação ao tráfico de drogas
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