28/11/2024 | 05:33 | Polícia
Dezimar de Moura Camargo, conhecido como Tita, foi morto na manhã desta quarta-feira. Polícia apura se há relação do crime com o homicídio de Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, dentro da Pecan
Um dos homens apontados como líder de facção criminosa com base em Porto Alegre e atuante na Região Metropolitana foi executado com ao menos 10 disparos na manhã desta quarta-feira (27), em Canoas. Dezimar de Moura Camargo, conhecido como Tita, foi morto dentro de uma oficina mecânica do bairro Niterói.
Tita morava em Porto Alegre e havia ido ao local para arrumar um carro, segundo a Brigada Militar (BM). Segundo apuração preliminar, ele teria sido executado por membros de facção rival, que o localizaram e o executaram na oficina, na Rua Itália.
O diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, não descarta nenhuma linha de investigação, mas a hipótese inicial é de que o crime tenha ligação com a disputa entre facções criminosas rivais na região.
Por conta do ocorrido, oito equipes da Polícia Civil foram encaminhadas ao município. No momento, é realizada a perícia no local.
A polícia ainda está apurando a possibilidade de o crime também ter ligação com a morte de Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, dentro da Penitenciária Estadual de Canoas 3 (Pecan), no sábado (23).
Após o ataque, quatro suspeitos fugiram em uma Toro vermelha. A Polícia Civil confirmou a prisão de dois homens que seriam autores dos disparos contra Tita. A BM afirma que prendeu um terceiro suspeito.
Um quarto suspeito é procurado por equipes da Brigada Militar. Durante as buscas, um brigadiano foi ferido com um tiro na perna, mas não corre risco de morrer.
Em 2017, Tita foi um dos 27 condenados gaúchos a serem transferidos para prisões federais durante Operação Pulso Firme.
Na ocasião, ele tinha condenações por homicídio, roubo e extorsão e crime contra a administração pública.
Tinha origem no bairro Passo das Pedras e, até o começo da década, fazia parte da quadrilha comandada pela família Bugmaer, com atuação na zona norte de Porto Alegre.