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23/11/2024 | 07:01 | Polícia

Inquérito sobre caso de atriz gaúcha encontrada ferida em hotel de São Paulo será analisado pelo Ministério Público

Procuradoria pode decidir se encaminha processo para julgamento ou se pede novas diligências da polícia. Maidê Mahl foi localizada em 5 de setembro e segue hospitalizada

O relatório final do inquérito policial sobre fatos relacionados ao resgate da atriz e modelo Maidê Mahl, cujo resultado é inconclusivo, foi remetido nesta sexta-feira (22) ao Ministério Público do Estado de São Paulo. A gaúcha de Venâncio Aires foi encontrada em 5 de setembro, depois de ser considerada desaparecida, num quarto de hotel da capital paulista.

"Após juntada do relatório final, o inquérito foi enviado eletronicamente ao Ministério Público para análise e elaboração do parecer. Depois disso, os autos vão ao juiz para decisão", informou, em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Justiça estadual paulista recebeu o material que relata a investigação realizada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) daquele Estado na terça-feira (19). Apesar do esforço da autoridade policial, que reuniu testemunhos, registros de imagens e diversas perícias, não houve explicações acerca dos acontecimentos.

Maidê ficou reclusa no 15º andar de um hotel durante três dias até ser resgatada. Ela estava ferida e semiconsciente.

A atriz ficou internada durante um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Deixou a UTI e permanece sob cuidados na instituição de saúde, que deixou de emitir boletins sobre o quadro clínico em outubro.

O quadro de saúde impediu, por três vezes no último mês, que Maidê fosse ouvida pela Polícia Civil. Por conta da impossibilidade, a autoridade policial fechou o inquérito sem o depoimento pretendido.

O que ocorre no MP

Em sua análise, o Ministério Público indicará se as diligências policiais foram suficientes para serem analisadas na esfera judicial ou apontará se devem ser realizadas ações complementares de investigação.

A reportagem solicitou informações sobre o relatório remetido ao Poder Judiciário para a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que respondeu argumentando que não se pronunciará nesta etapa dos procedimentos.

Relembre o caso

Maidê mora e trabalha em São Paulo desde 2017. Mantém carreira como atriz e modelo. De acordo com a investigação policial, saiu de seu apartamento, situado no bairro Moema, por volta de 16h do dia 2 de setembro. Entrou em um mercado e comprou três caixinhas de água de coco. Pagou em dinheiro.

Dali, chamou transporte por aplicativo e dirigiu-se a um tabelionato no bairro da Liberdade. Contratou o reconhecimento de sua assinatura em um documento, cujo teor ainda é desconhecido, e rumou ao hotel, novamente em deslocamento por app, por volta de 16h40min.

O check-in no hotel ocorreu por volta de 17h30min. Maidê entrou no quarto e não interagiu com ninguém, nem mesmo para pedir serviços de alimentação, higienização ou arrumação do dormitório.

Estranhando a ausência, amigos comunicaram o desaparecimento à polícia. Os investigadores rastrearam os deslocamentos por meio de registros da companhia de transporte e por checagem de imagens de câmeras públicas e privadas.

Maidê foi achada caída, com o corpo inerte, parcialmente escorado contra a porta do quarto onde estava hospedada. Conforme a polícia, não havia indicativo de violêncianem uso de substâncias tóxicas, além de uma medicação para a qual havia prescrição médica. A atriz teria consumido apenas a água de coco que levou consigo.

O trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica, a partir da localização de Maidê, foi discreto. Autoridades evitaram divulgar dados relacionados à apuração. O inquérito, aberto em 13 de setembro, que investigou o suposto crime de lesão corporal, reuniu depoimentos e perícias, remetidos com o relatório da Polícia Civil nesta semana ao Poder Judiciário do Estado de São Paulo.

Fonte: GZH
Procuradoria pode decidir se encaminha processo para julgamento ou se pede novas diligências da polícia. Maidê Mahl foi localizada em 5 de setembro e segue hospitalizada
Maidê é natural de Venâncio Aires. Divulgação / Reprodução
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