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22/11/2024 | 14:09 | Polícia

Suspeito de matar casal em Ijuí é indiciado por duplo homicídio; motivação foi financeira

Sobrinho de uma das vítimas cometeu os crimes para se apropriar de bens e realizar fraudes em nome de Rosângela Antonello e Ademir Silva, mortos em 7 de setembro

Sobrinho de uma das vítimas cometeu os crimes para se apropriar de bens e realizar fraudes em nome de Rosângela Antonello e Ademir Silva, mortos em 7 de setembro
Delegados enfatizaram que os elementos colhidos até o momento fornecem

mulher encontrada trancada no banheiro e o homem concretado na calçada em Ijuí, no noroeste gaúcho, no começo de outubro, foram mortos por interesse financeiro. A conclusão é do inquérito da Polícia Civil, que divulgou os detalhes em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (22). 

As vítimas são Rosângela Prater Antonello, 55 anos, e seu companheiro, Ademir dos Santos Silva, 43. O autor dos crimes é um sobrinho de Rosângela, de 30 anos, que não teve a identidade divulgada. 

O homem foi indiciado por duplo homicídio e outros crimes, como ocultação de cadáverestelionato furto qualificado mediante fraude. Ele está preso preventivamente desde 10 de outubro. 

Na coletiva de imprensa, os delegados Antônio Soares (Draco de Ijuí) e Ricardo Miron (regional) esclareceram os pormenores do crime. 

De acordo com a investigação, o acusado tinha proximidade com as vítimas e foi criado por Rosângela. Ele pretendia se apropriar de bens, como veículos e bicicletas, além de realizar fraudes em nome delas para obter dinheiro, como a solicitação de empréstimos e venda de bens. 

O sobrinho usou as redes sociais de Rosângela e Ademir para se passar por eles e solicitar dinheiro. Ele inventou a história de que o casal estaria em Passo Fundo para tratar um câncer.

Quando o crime foi cometido 

Conforme a polícia, o crime foi cometido no dia 7 de setembro, após um churrasco na residência. De acordo com a investigação, as vítimas estavam dormindo quando foram atacadas com um objeto contundente, possivelmente uma barra de ferro

Ambas sofreram traumatismo craniano, o que resultou nas mortes. Os delegados afirmaram que os homicídios ocorreram por motivo fútil (desejo de obter dinheiro) e foram executados com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, uma vez que estavam dormindo no momento do ataque.

Durante o período em que as vítimas estavam mortas, o sobrinho permaneceu na casa e agiu como se fosse o novo proprietário

O suspeito, que é usuário de drogas, utilizou o dinheiro das vítimas para manter o consumo de entorpecentes e chegou a vender dois carros e duas motocicletas de Ademir. 

A investigação 

Cerca de 20 pessoas foram ouvidas durante a investigação. O sobrinho de Rosângela negou ter envolvimento com o crime nos interrogatórios, mas os elementos coletados na investigação confirmam sua responsabilidade.

O caso está agora sob os cuidados do Ministério Público e o suspeito permanece detido preventivamente enquanto aguarda o trâmite judicial.

— Os elementos colhidos até o momento fornecem "certeza e tranquilidade" para o indiciamento — concordaram os delegados na coletiva de imprensa. 

Relembre o caso 

  • O casal não era visto desde 7 de setembro, o que gerou a desconfiança de amigos e familiares. 
  • 22h30min de 9 de outubro: a Brigada Militar encontra o corpo de Rosângela em avançado estado de decomposição, trancado dentro de um banheiro da residência. A porta estava lacrada com parafusos e silicone, o que impediu a exalação do cheiro
  • 15h15min de 10 de outubro: ao vistoriar a casa, a Polícia Civil encontrou uma cova nos fundos da casa, onde o corpo de Ademir estava enterrado, coberto com concreto.
  • Principal suspeito: inicialmente ouvido como testemunha, o sobrinho de Rosângela, que morava no local, começou a ser tratado como suspeito. Ele está detido desde então. 
Fonte: GZH
Sobrinho de uma das vítimas cometeu os crimes para se apropriar de bens e realizar fraudes em nome de Rosângela Antonello e Ademir Silva, mortos em 7 de setembro
Casa onde viviam Rosângela e Ademir, no bairro São José, em Ijuí. Tamires Henke / Agencia RBS
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