A Justiça negou, nesta quarta-feira, um novo pedido de
habeas corpus de Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo Boldrini. Com isso, a enfermeira seguirá detida na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.
A ação de habeas corpus encaminhada pela defesa da enfermeira também contemplava um pedido de autorização para que a mulher recebesse a
visita da filha na prisão, que não foi analisado. Já o pedido de liberdade foi negado por unanimidade.
Graciele está detida desde abril do
ano passado. Ela foi presa no mesmo dia em que a Polícia Civil encontrou o corpo de Bernardo, enterrado em uma cova no interior de Frederico Westphalen, no norte do Estado.
Em setembro, a enfermeira começou a trabalhar na prisão, com artesanato. Ela atua na confecção de bijuterias com miçangas. Por ser
rejeitada pelas outras presas, trabalha na própria cela, onde dorme sozinha, durante o dia.
Sem depender de decisão judicial, a
liberação para o trabalho pode ser benéfica para os presos. A Lei de Execução Penal (LEP) prevê remição de penas com trabalho
(três dias de serviço reduzem um dia de prisão).