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06/11/2024 | 11:29 | Polícia

Servidores da Receita Federal são presos por suspeita de contrabando e desvio de mercadorias em Santa Maria

Operação da Polícia Federal foi deflagrada nesta quarta-feira. Foram detidos três analistas tributários, um auditor, um servidor de nível médio da Receita, empresários e um PM.

Operação da Polícia Federal foi deflagrada nesta quarta-feira. Foram detidos três analistas tributários, um auditor, um servidor de nível médio da Receita, empresários e um PM.
Mais de 90 agentes da PF participaram da ação. Polícia Federal / Divulgação

Uma operação da Polícia Federal (PF) resultou na prisão de cinco servidores da Receita Federal em Santa Maria. A ação teve apoio da Corregedoria da Receita. Os presos são suspeitos de contrabando e subtração de mercadorias do depósito da fiscalização federal no município, o maior da região central do Estado.

Os presos não tiveram os nomes divulgados. A reportagem apurou que são 10 os alvos, dos quais seis são servidores públicos. São eles um auditor, três analistas tributários e um servidor de nível médio da Receita Federal, além de um PM. 

Foram oito prisões em Santa Maria, uma em Pelotas e uma em Chapecó (SC). A ação também envolve buscas e apreensões de mercadorias que ingressaram no Rio Grande do Sul pela Fronteira Oeste. Buscas foram executadas nos municípios de Santa Maria, Pelotas, Lajeado, Braga, Santo Augusto e Chapecó (SC).

Operação Entreposto

A ação contou com a participação de aproximadamente 90 policiais federais e 16 integrantes da Corregedoria da Receita Federal. Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 12 medidas cautelares, além do sequestro de 22 imóveis e 24 veículos, bem como o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com valor aproximado de R$ 37 milhões. Houve uma prisão em flagrante.

Segundo a apuração, servidores fraudavam registros de apreensão, de modo que apenas uma parte dos produtos apreendidos ingressasse de fato no depósito de mercadorias da Delegacia da Receita em Santa Maria.

A comercialização dessas mercadorias era realizada por um grupo que, segundo a PF, "repassava os valores das vendas aos agentes públicos mediante comissão".

Foi identificada também a participação de um policial militar de Santa Catarina, lotado na inteligência do órgão, que além de auxiliar na operacionalização das abordagens a alvos potenciais, prestava apoio na venda e na destinação de produtos desviados.

Conforme o Delegado da Polícia Federal Leonardo Soeiro de Souza Nunes, de Santa Maria, a investigação começou ainda no final do ano passado. Já é possível afirmar que os valores frutos da comercialização das mercadorias desviadas ultrapassam os R$ 37 milhões.

Fonte: GZH
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