12/07/2024 | 07:55 | Polícia
Conforme o Ministério Público, Nicolle Brito Castilhos da Silva foi implicada em um desentendimento que envolveu duas organizações criminosas. Ela tinha 20 anos à época do crime e seu corpo jamais foi localizado
O tribunal do júri em Cachoeirinha condenou, em sessão concluída na madrugada desta quinta-feira (11), homem apontado como líder de uma facção a 13 anos e seis meses de prisão pelo homicídio qualificado e ocultação do cadáver de Nicolle Brito Castilhos da Silva. Com 20 anos à época dos fatos, a modelo foi assassinada em 2017.
No entendimento do Ministério Público, o crime foi motivado por um desentendimento que envolveu duas organizações criminosas. O nome do réu não foi divulgado. Um outro homem, apontado como executor da jovem, foi condenado em setembro de 2021.
Conforme a denúncia do MP, Nicolle foi sequestrada, torturada e morta. O corpo nunca foi encontrado, mas a investigação encontrou indícios de ele que teria sido esquartejado.
Segundo as autoridades, a modelo foi morta porque os investigados acreditavam que ela teria delatado a rivais o endereço em que estava um integrante da facção, que foi assassinado em Gravataí, junto da companheira, dias antes da suposta delação.
Os promotores de Justiça Thomaz De La Rosa da Rosa e Francisco Saldanha Lauenstein afirmaram que vão recorrer da sentença com intuito de ampliar a pena e revisar a absolvição de uma ré, também denunciada pela morte. Outros investigados, segundo os promotores, ainda serão julgados por suposta participação no crime.