Tive a honra de participar da
abertura da Expodireto Cotrijal, no município de Não-Me-Toque, ontem. Foi o primeiro evento do setor agrícola, fora de Brasília, que participei desde a minha
posse, em janeiro deste ano.
A Expodireto é uma mostra da pujança da nossa agricultura. O fato de ser realizada em Não-Me-Toque demonstra como o
Brasil é um país fortemente agrícola. Longe das capitais, dos chamados grandes centros de tomada de decisão, o evento é realizado em um município
com menos de 20 mil habitantes, que já se tornou a capital brasileira da agricultura de precisão.
A tecnologia foi o motor da revolução
na qual o Brasil passou de importador a um dos maiores exportadores de produtos agrícolas. Produzimos cada vez mais, com mais qualidade e sem aumentar a área plantada. Isso se
deve, principalmente, a novas sementes, aplicação racional de fertilizantes e defensivos agrícolas, novos equipamentos e aproveitamento dos progressos da
biotecnologia.
O agronegócio é o maior feito da nossa economia nos últimos 50 anos e segue sendo imprescindível ao país. O setor
tem disposição e capacidade para continuar participando ativamente do processo de desenvolvimento brasileiro. Estamos, sim, vivendo momentos delicados, mas, como dizia Ulysses
Guimarães, "navegar é preciso", mesmo quando sabemos que os mares estão revoltos. Estou otimista, ainda que consciente das dificuldades, e vou lutar para
transformar cada problema em uma oportunidade para o setor.
Sou confiante porque o produtor rural brasileiro tem habilidade e competência extremas, não
apenas no manejo das variáveis climáticas, financeiras e mercadológicas, mas também das contingências da política e da economia mundial.
Nosso ministério é o portador das boas notícias. Nós produzimos um quarto do Produto Interno Bruto nacional, somos responsáveis por 41%
das exportações e por 37% dos empregos com carteira assinada no país. Entre 1976 e 2013, a área plantada no país aumentou quase 43%, mas o que chama a
atenção mesmo é o incremento da nossa produtividade no mesmo período, que foi de 178%. A produção agrícola avançou 298%.
No Ministério da Agricultura, estamos buscando os melhores resultados, nas pessoas e nos projetos, para continuar fazendo com que o poder público funcione
à altura do que nosso contribuinte e nosso produtor rural precisam.
Além de um programa de defesa agropecuária com elevado padrão de
eficiência, vamos investir no aumento do número de agricultores da classe média rural. Meu compromisso é com a melhoria das políticas públicas em
prol do produtor. Para que o ministério possa fazer por merecer o nível de excelência da agricultura brasileira. Nós sabemos que isso não é
pouco.