05/07/2024 | 18:36 | Polícia
O também brasileiro Diogo de Oliveira, 40 anos, é apontado como responsável pela morte de Catiúscia Machado, 43, no subúrbio de Sidney. Ele vai a julgamento por feminicídio no primeiro semestre de 2025. Enquanto isso, seguirá preso
A Justiça da Austrália indiciou o brasileiro Diogo de Oliveira, 40 anos, pelo assassinato da professora gaúcha Catiúscia Machado, 43, no subúrbio de Sidney. O homem era namorado da vítima. Ela foi encontrada morta pela polícia dentro de uma banheira no apartamento em que residia, em 25 de novembro do ano passado.
Oliveira vai a julgamento por feminicídio no primeiro semestre de 2025. Enquanto isso, ele seguirá preso. Na Austrália, o homem tem assistência jurídica gratuita e até dois meses para recorrer do indiciamento. A família dela irá ao país para acompanhar o julgamento e o valor será custeado pela justiça australiana.
A pedagoga, de 43 anos, era natural de Canoas e conheceu o suspeito em Vila Velha, no Espírito Santo, quando ela visitava parentes. Em março de 2023, o casal foi para a Austrália, onde a vítima trabalha com o comércio de produtos.
De acordo com a polícia australiana, o namorado agrediu a mulher com um soco na cabeça antes de ela ser encontrada morta. Na banheira, o corpo estava envolto por gelo.
A perícia confirmou a agressão e negou a tese apresentada pela defesa do suspeito, que argumentou que Catiúscia teria epilepsia e que a morte dela teria ocorrido após uma crise.
De acordo com a mãe da vítima, Eliaide Machado, a professora planejava voltar ao Brasil em junho deste ano, contrariando o namorado, que queria ir para os Estados Unidos. A decisão de Catiúscia é apontada como um dos motivos para o crime. Oliveira teria histórico de violência doméstica em Vila Velha.
Procurado pela reportagem de Zero Hora, o Itamaraty ainda não se manifestou sobre o assunto.
Traslado do corpo levou mais de um mês
O corpo da pedagoga chegou ao Brasil em 26 de dezembro do ano passado, em razão dos trâmites burocráticos para translado internacional. À época, a família alegou que problemas na documentação atrasaram ainda mais o processo. Para custear a vinda e o funeral de Catiúscia, uma vaquinha virtual, no valor de R$ 53 mil, foi levantada por familiares.
O valor foi arrecadado em 10 dias. Ela foi sepultada em Canoas, na Região Metropolitana, em 27 de dezembro. Antes, o corpo foi recebido por uma funerária em São Paulo vindo da Austrália, até chegar em Porto Alegre.
Sobre a vítima
Gremista, amante de viagens e admiradora do mar, a professora Catiúscia Machado compartilhava nas redes sociais as fotos dos pontos turísticos que visitava. Era pedagoga formada e especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional.
Ela trabalhava no Brasil como professora de crianças com necessidades especiais, até decidir viajar ao país da Oceania para estudar inglês.