Foram sepultados na manhã desta sexta-feira (17), em três cidades do Rio Grande do Sul, os
corpos das sete vítimas de um acidente em Pouso Novo ocorrido na noite de quarta-feira (15). As cinco pessoas da mesma família que morreram na colisão foram enterradas
no Cemitério do Caju, em Nova Santa Rita, Região Metropolitana de Porto Alegre, onde moravam. A cerimônia atrasou pouco mais de uma hora, começando por volta das
10h30, e reuniu familiares e amigos na despedida.
As cinco vítimas da família estavam em um Fiat Tipo que, segundo a Polícia Rodoviária
Federal (PRF), foi atingido por um caminhão que trafegava logo atrás. Os dois veículos viajavam no mesmo sentido da BR-386. Com o impacto, o Fiat Tipo bateu em um Fiat
Prêmio que estava à frente e foi impulsionado para a faixa contrária, colidindo com um Fiat Uno que estava no sentido capital-interior. O Tipo e o Uno pegaram
fogo.
Um Corolla que seguia no sentido capital-interior, ao lado do Uno, na faixa da direita, teve a lateral esquerda danificada no choque dos dois últimos
veículos, mas ninguém ficou ferido.
Em Santo Ângelo, na Região das Missões, foi sepultado o corpo do empresário Diego Kother
Duarte, que seguia sozinho no Uno. O enterro dele ocorreu no Cemitério Sagrada Família, pouco após as 9h desta sexta-feira.
Já em Entre-
Ijuís, foi sepultado o caminhoneiro Edilson Fontana Alves, no Cemitério Municipal, por volta das 9h. Após tocar no Tipo, o caminhão que ele dirigia saiu da pista
e bateu em um barranco.
Investigações
Na quinta-feira (16), a Polícia Civil de Estrela, que assumiu as
investigações sobre o acidente, ouviu testemunhas. Relatos de pessoas que viram o caminhão em alta velocidade, antes do ponto onde ocorreram as colisões, seriam
indicativos de que o veículo teria perdido os freios, como suspeita a PRF. Antes da polícia de Estrela ficar responsável pelo caso, a apuração era feita
pela Polícia Civil de Lajeado.
"Aqui acontecem vários acidentes, justamente devido ao declive, onde muitos caminhões perdem os freios por
inexperiência e desconhecimento do local", ressaltou o policial rodoviário Roberto Stein.
Os laudos da perícia ainda não ficaram prontos.
O tacógrafo (dispositivo usado em veículos para monitorar o tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade atingida) do caminhão foi localizado, mas, como o
veículo ficou danificado, ainda não há confirmação de qual velocidade chegou a atingir.
"Ainda não podemos dizer que o
caminhão perdeu o freio. Pode ter sido uma falha mecânica ou humana. O motorista poderia também ter dormido ao volante, não descartamos isso", disse ao G1 o
delegado titular de Estrela, José Romaci Reis.