Com
auxílio de uma escada de madeira, dois policiais militares conseguiram salvar uma família de um incêndio durante a madrugada desta quarta-feira (4) no bairro São
Vicente, em Itajaí, no Vale.
Eram 3h25 quando os bombeiros foram alertados sobre o fogo que consumia a casa onde estavam o empresário Anderson Cardoso, de
37 anos, a mulher dele, de 32, e dois filhos, de 5 e 10 anos.
“Acordei com barulho de estalos. Pensei que era ladrão, mas quando abri a porta do
quarto vi um clarão e o fogo na sala”, conta o empresário. Ele acredita que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado
após quedas de energia
O empresário conta que atravessou um corredor em chamas para buscar as crianças nos outros quartos. Sem acesso à
única saída da casa, tomada pelo fogo, Cardoso e a família buscaram abrigo em um poço de luz – um espaço de pouco mais de 3 m², a 5 m de altura
do chão.
“Consegui romper a tela de proteção da janela com meu pé e começamos a gritar por socorro. Meu filho mais velho
estava desesperado”, relembra Cardoso. O empresário diz que já cogitava se atirar do 2º andar com a família quando policiais que faziam ronda na
região chegaram.
Os PMs pegaram a escada de madeira de um vizinho da família, mas a altura era insuficiente. “Um policial subiu até o alto
da escada. Peguei meu filho menor, estiquei o bracinho e ele conseguiu pegá-lo, enquanto o outro PM ficou mais abaixo na mesma escada”, conta.
Um a um, os
integrantes da família foram salvos, sem ferimentos. Na manhã desta quarta, porém, a mulher se sentiu mal e foi colocada em observação em um pronto-
atendimento.
“Pela altura onde estavam, foi um ato bem corajoso dos policiais”, afirma o sargento Barbosa, do 7º Batalhão dos Bombeiros de
Itajaí, que atendeu a ocorrência.
Por volta das 3h45, as chamas já estavam controladas. Sobre a causa do incêndio, o sargento diz que
só a perícia poderá afirmar se o problema foi no ar-condicionado.
Pela manhã, enquanto os filhos dormiam na casa de parentes, Cardoso
tentava reunir o que sobrou depois do incêndio. “A geladeira derreteu, o gesso do teto caiu inteiro. A gente perde R$ 1 ou R$ 1 milhão, e tanto faz. A vida é o
mais importante”.