17/04/2024 | 05:02 | Polícia
Conforme a investigação, Maique Santos da Silva, 31 anos, tinha o dever legal de vigiar o gerador de eletricidade movido a gasolina que causou a morte da companheira dele, Cíntia de Moraes Costa, e das filhas dela, Ana Júlia Costa da Silva, Cintia Maria Costa da Silva e Samara Costa da Silva
A Polícia Civil concluiu que houve crime de homicídio culposo majorado no caso da família que morreu intoxicada por monóxido de carbono, em Vacaria. No inquérito, concluído nesta terça-feira (16), foi constatado que um dos sobreviventes, Maique Santos da Silva, 31 anos, tinha o dever legal de vigiar o gerador de eletricidade movido a gasolina que causou a morte da companheira do homem, Cíntia de Moraes Costa, 36, e das filhas dela, Ana Júlia Costa da Silva, 15, Cintia Maria Costa da Silva, 11, e Samara Costa da Silva, três, no dia 10 de março.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Anderson Silveira de Lima, durante as investigações ficou constatada negligência, visto que o gerador deveria ter sido desligado, e imprudência, pela obrigação de não ligar o equipamento dentro de casa. Além de homicídio culposo, o crime foi considerado majorado porque, apesar de não ter sido intencional, acabou resultando na morte de menores de 14 anos.
Em depoimento à polícia, Silva afirmou que o gerador foi colocado dentro da casa porque a família temia que o equipamento fosse furtado. Ele irá responder em liberdade. O advogado de defesa foi procurado, e assim que houver manifestação a reportagem será atualizada. O inquérito foi entregue ao Poder Judiciário de Vacaria.
Ao longo da investigação, Polícia Civil também ouviu testemunhas, sobreviventes e familiares das vítimas, assim como fez o encaminhamento de exames de necropsia e pesquisa sanguínea nos corpos de mãe e filhas. Em um dos laudos foi constatado que as vítimas fatais apresentavam concentração de mais de 50% de carboxihemoglobina no sangue, o que diminuiu a disponibilidade de oxigênio nos tecidos e causou as mortes.
Além de mãe, filhas e Maique, também estavam na casa Vitória Costa da Silva, sete, e Elias Costa Costa da Silva, nove. Os três sobreviventes ficaram nove e 23 dias hospitalizados respectivamente.