02/02/2024 | 14:13 | Polícia
Operação I-Fraude investiga a invasão de sistemas federais e o vazamento de dados de autoridades e pessoas públicas pela internet
A Polícia Federal cumpriu, nessa quinta-feira (1º), três mandados de prisão preventiva dentro do âmbito da Operação I-Fraude, que desarticulou uma organização criminosa responsável pela invasão de sistemas federais e venda de dados pessoais de autoridades por meio de painéis de pesquisas. Entre os alvos do esquema, estava o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso, que teve seus dados vendidos.
De acordo com o site g1, entre os presos, estão um homem e seu filho. A dupla foi encontrada em uma casa em Vinhedo, região de Campinas em São Paulo, pela manhã. Os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão no local. Eles tiveram a prisão confirmada pela Justiça Federal de Campinas durante audiência de custódia no período da tarde.
Além de Campinas, o mandado judicial, expedido pela 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, também foi cumprido na cidade de Caruaru, em Pernambuco.
A Polícia Federal relata que a quadrilha hackeava sistemas federais, roubava os dados e depois vendia pelas redes sociais. Segundo a investigação, entre os clientes da organização estavam membros de facções criminosas e integrantes das forças de segurança, como policiais.
De acordo com a PF, a suspeita é que eles tenham faturado, ao menos, R$ 10 milhões com o esquema criminoso entre 2010 e 2024. Os agentes afirmaram que foi determinado o bloqueio de cerca de R$ 4 milhões das contas dos investigados.
A Operação I-Fraude foi deflagrada na última quarta-feira (31) em cinco Estados do Brasil.