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10/01/2024 | 07:37 | Polícia

Filho de brasileiro diz que pai foi sequestrado no Equador; Ministério das Relações Exteriores monitora situação

Thiago Allan Freitas, de 38 anos, tem uma empresa que faz churrasco brasileiro em Guayaquil

Thiago Allan Freitas, de 38 anos, tem uma empresa que faz churrasco brasileiro em Guayaquil
País vive uma guerra entre traficantes e forças de segurança. - Stringer / AFP

O Ministério das Relações Exteriores monitora a situação envolvendo o brasileiro Thiago Allan Freitas, de 38 anos, que teria sido sequestrado por criminosos em Guayaquil, no Equador, na terça-feira (9). Thiago é natural de São Paulo e mora no Equador há três anos onde tem uma empresa que faz churrasco brasileiro. As informações são do g1.

Em vídeo nas redes sociais, Gustavo, filho de Thiago, afirmou que a família pagou parte do resgate e pede ajuda para completar o restante do dinheiro solicitado pelos sequestradores.

"Estamos desesperados. Não temos como fazer. Já pagamos US$ 1,1 mil, mas estão pedindo US$ 3 mil. Peço que nos ajudem. Muito obrigado", diz o jovem em vídeo postado no Instagram.

Conforme o g1, uma brasileira amiga da família afirmou à GloboNews que todos estão "angustiados", tentando arrecadar o valor pedido pelos sequestradores. "Entramos em contato com a Embaixada", disse.

Por meio de nota, o Itamaraty afirmou que mantém contato com os familiares de Thiago e "busca apurar as circunstâncias do ocorrido junto às autoridades locais".

"Em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, informações detalhadas poderão ser repassadas somente mediante autorização dos envolvidos. Assim, o MRE não poderá fornecer dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros", disse o ministério, em nota.

O governo segue atento, em particular, à situação dos cidadãos brasileiros naquele país. O plantão consular do Itamaraty pode ser contatado no número +55 61 98260-0610 (inclusive WhatsApp).

Onda de violência no Equador
Uma crise de segurança pública no Equador se agravou no domingo (7), após a fuga da prisão de José Adolfo Macías Salazar, conhecido como Fito e líder dos Choneros. Ele comanda a principal quadrilha criminosa do país ligada ao narcotráfico.

Desde a fuga de Fito, policiais foram sequestrados, mais presos fugiram e ataques com explosivos e carros-bomba foram registrados em diversas cidades equatorianas. Em razão do terror promovido pelos criminosos, na segunda-feira (8) o governo equatoriano decretou estado de exceção por 60 dias.

Nesta terça-feira (9),uma emissora de TV foi invadida e atacada durante transmissão ao vivo. Em razão disso, o presidente do Equador Daniel Noboa declarou “conflito armado interno” no país. A medida busca fortalecer o enfrentamento aos traficantes e “neutralizar” as organizações criminosas.

Fonte: GZH
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