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23/02/2015 | 06:00 | Geral | Trânsito

Caminhoneiros bloqueiam rodovias em quatro Estados, incluindo RS

No RS, houve interdições na BR-386, BR-285 e BR-472 neste domingo

No RS, houve 

interdições na BR-386, BR-285 e BR-472 neste domingo
Manifestação começou por volta das 15h de quarta (18) (Foto: Ederson Abi/Portal Peperi/Divulgação)
Em protesto contra a alta dos preços dos combustíveis, dos pedágios e dos valores dos tributos sobre o transporte, caminhoneiros bloquearam parcialmente ao menos 38 pontos em rodovias estaduais e federais do Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul neste domingo. Caminhões de carga, exceto cargas vivas, de ração e de leite, estão parados nos acostamentos.
De acordo com as polícias rodoviárias, mesmo com o protesto, os demais veículos não enfrentam problemas nas estradas, já que o bloqueio é parcial.
A intenção é que o movimento, que começou na quarta-feira no Paraná e em Santa Catarina, seja expandido para o resto do país ao longo da semana, de acordo com Tobias Brombilla, diretor da Associação dos Caminhoneiros de Rodeio Bonito (RS).
— O setor de transporte de carga está passando por uma crise histórica, sem que os caminhoneiros consigam ter retorno — afirmou.
No Rio Grande do Sul, caminhoneiros realizaram protestos pacíficos em três rodovias do Estado. Em Seberi, no km 51 da BR-386, a ação teve início pouco depois das 7h, e durante todo o dia o trânsito ficou lento na região, sendo totalmente liberado apenas às 17h. A fila de veículos em ambos os acostamentos da via chegou a um quilômetro.
Em Ijuí, no km 458 da BR-285, também houve protestos, mas sem interdição da rodovia. No km 115 da BR-472, em Boa Vista do Buricá, houve bloqueio de parte da pista pelos manifestantes, que impediam passagem de caminhões.
Em Xanxerê, em Santa Catarina, um veículo tombou no sábado, depois de tentar furar um bloqueio montado por caminhoneiros na BR-282, encerrado na manhã deste domingo.
Os caminhoneiros também pedem para que seja criada uma tabela de preços do frete baseada no quilômetro rodado e reclamam da jornada de trabalho implantada em setembro do ano passado, que fixou em oito horas diárias e um adicional de duas horas extras.
Fonte: Zero Hora
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