12/12/2023 | 08:39 | Polícia
Cerca de 200 policiais civis, cumprem 55 ordens judiciais, dentre os quais 39 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva
A Polícia Civil realiza ofensiva, nesta terça-feira (12), contra 16 criminosos envolvidos com o tráfico de drogas em Sapucaia do Sul. A operação tem como alvo dois pilotos que seriam responsáveis por trazer drogas do Paraguai ao Rio Grande do Sul. Um deles foi preso na manhã desta terça-feira (12), no bairro Campina, em São Leopoldo. A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul.
Cerca de 200 policiais civis, cumprem 55 ordens judiciais, dentre os quais 39 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva. Até as 7h, 12 pessoas haviam sido presas. Os policiais apreenderam armas, munição, carregadores e um drone.
Conforme a investigação, os pilotos que atuavam para o grupo se reportavam a Fernando Luis do Val Júnior, de 41 anos, que chegou a ser incluído na lista de procurados da Interpol e fugiu de lancha pelo Caribe, antes de retornar ao Brasil e ser recapturado por policiais disfarçados de torcedores de clubes cariocas. Ele estava preso e recebeu nova ordem de prisão dentro da cadeia.
Responsável pela investigação, o delegado Gabriel Lourenço destaca que ele exercia um papel de liderança entre os demais pilotos do grupo e outras pessoas ligadas ao tráfico aéreo de drogas.
— Ele tinha pilotos vinculados a ele e outras pessoas que se dedicam ao preparo e logística da aeronave, com abastecimento e descarregamento. Assim que esses aviões chegavam em terra, já havia um veículo esperando para fazer esse descarregamento de forma bem rápida e breve para não levantar suspeitas. Eles chegavam a transportar de 400 a 500 quilos de cocaína por semana — destacou o delegado.
Um desses associados era o alvo encontrado na manhã de segunda-feira, em Gravatal (SC). Ele estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica desde julho deste ano quando recebeu o benefício da prisão domiciliar humanitária por conta de uma cirurgia.
Conforme Lourenço, também foi possível apurar que as rotas incluíam voos do Paraguai, onde a droga era comprada, com destino ao Rio Grande do Sul. Por operarem com aviões de pequeno porte, o grupo usava pistas pequenas para reabastecimento e descarregamento do material, para dificultar o rastreio das rotas.
Já em terra, a droga era distribuída com uso de carros e caminhões, em uma logística operada pelos chamados gerentes da facção, responsáveis pela distribuição nos pontos de venda.
O esquema foi descoberto a partir da apreensão do celular de um homem apontado como o tesoureiro do grupo ainda em 2021. Mensagens interceptadas mostram que o grupo chegava a movimentar R$ 1 milhão por remessa em dinheiro vivo.
A investigação continua. O objetivo agora é desarticular o braço financeiro e os operadores de lavagem de dinheiro do grupo.