23/09/2023 | 05:41 | Polícia
Cenário no território gaúcho é considerado preocupante devido ao volume de água previsto
A chuva que atinge diferentes regiões do Rio Grande do Sul não deve dar trégua pelo menos até a metade da semana que vem. Vanessa Gehm, meteorologista da Sala de Situação do Estado, classifica como preocupante o cenário do território gaúcho, devido ao volume de água previsto para os próximos quatro dias.
No sábado (23), a Campanha e o Sul podem registrar até 100 milímetros de chuva. Já no domingo (24), a instabilidade avança, atingindo também a Serra, Região Metropolitana e Litoral Norte — nessas regiões, pode chover até 75 milímetros no decorrer do dia.
No início da semana, os volumes mais expressivos ficam entre o Oeste, Centro, Vales e Nordeste, com até 75 milímetros de água. No Extremo Nordeste, na região dos Campos de Cima da Serra, pode ser registrado até 120 milímetros de chuva, de forma pontual.
Na terça-feira (26), a instabilidade se intensifica na Região Central, no Sudeste, no Litoral Norte e na Região Metropolitana. Os volumes podem passar dos 100 milímetros nessas áreas, também pontualmente.
De acordo com Vanessa, a formação de um novo ciclone em alto mar, entre terça e quarta-feira (27), está sendo acompanhada:
— Está um pouco distante, então ainda estamos acompanhando. Tudo indica que vai se formar, mas no oceano, sem impactar na chuva que atinge o Estado.
A Climatempo informa que está avaliando a previsão do ciclone, porque não há um consenso entre os modelos. De toda forma, até o momento, não é esperado um evento intenso.
Conforme a meteorologista Vanessa, a chuva é causada por uma série de fatores, como o corredor de umidade da Amazônia na direção do Rio Grande do Sul, um sistema de baixa pressão que atua entre a Argentina e o Paraguai, e frentes frias semiestacionárias que se deslocam lentamente em alto-mar entre terça e quarta-feira.
— Esse sistema de baixa pressão avança para o oceano e intensifica a chuva em parte do Estado. Já o que faz canalizar a umidade são as frentes frias que passam mais afastadas, elas “sugam” toda a umidade da Amazônia para o Estado — diz.
Durante esses dias, também há risco de eventual queda de granizo e ventania.
A chuva deve se afastar do RS somente ao longo da quarta-feira, porque, com a formação do ciclone em alto mar, a onda de calor, que está atuando com mais intensidade no Centro do Brasil, acaba perdendo força. Um sistema de alta pressão deve inibir precipitações no território gaúcho na quinta (28) e na sexta-feira (29).