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26/08/2023 | 09:30 | Polícia

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito que vivia em condomínio de alto padrão em SC e fornecia armas para facção

Criminoso e outros dois foram alvo de operação policial nos dias 17 e 18 deste mês

Criminoso e outros dois foram alvo de operação policial nos dias 17 e 18 deste mês
Pistola, carregadores e munição, apreendida no dia da operação policial - Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil divulgou neste sábado (26) que a Justiça decretou a prisão preventiva de três pessoas detidas em flagrante durante operação policial realizada nos dias 17 e 18 deste mês. Os investigados são suspeitos de dois homicídios ocorridos neste ano no Vale do Sinos: um motorista de aplicativo em São Leopoldo e um homem com vários antecedentes criminais encontrado queimado ao lado de carro incendiado em Novo Hamburgo. 

Um dos três presos e agora com preventiva decretada é Josemar dos Santos, 45 anos, conhecido como Gandula. Após uma investigação do Departamento de Homicídios, foi descoberto o paradeiro do investigado, que estava na condição de foragido após receber o benefício de prisão domiciliar humanitária. Ele é apontado por fornecer armas para o líder da facção envolvida no duplo assassinato. 

O criminoso estava vivendo em um condomínio de casas de alto padrão, em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, onde foram encontradas três granadas de mão. Segundo o diretor da Divisão de Homicídios da Região Metropolitana, delegado Rafael Pereira, Gandula vivia em uma mansão e transitava pela praia com uma BMW, comprada com dinheiro vivo. O veículo foi avaliado em R$ 300 mil. A casa seria alugada.  

O investigado tem 40 anos de condenação e extensa ficha criminal: homicídio doloso (15 vezes), tráfico de entorpecentes (duas vezes), porte ilegal de arma de fogo (duas vezes), roubo a estabelecimento comercial (quatro vezes), roubo a residência (duas vezes), lesão corporal (cinco vezes), uso de documento falso, organização criminosa, entre outros, sendo, por isso, detentor de considerável número de indiciamentos: 27, no total. 

A polícia chegou até Gandula após descobrir que os dois homicídios tinham ligação principalmente devido a dois investigados. Além do suspeito que vivia em Santa Catarina, o mandante das mortes, que é um apenado considerado um dos líderes da organização criminosa e que está em uma cadeia gaúcha após voltar de penitenciária federal. 

O mandante foi identificado como Márcio Fabiano de Carvalho, 44 anos, conhecido como Gordo Márcio.  Os dois suspeitos mantinham ligação estreita na questão de fornecimento de armas, e Pereira apura se alguma das armas repassadas por Gandula teriam sido usadas nas mortes no Vale do Sinos. O que se sabe até agora é que os dois crimes teriam sido encomendados pela mesma facção.

Sobre a operação policial, além das prisões preventivas decretadas, o delegado ressalta que ainda há outros quatro suspeitos que tiveram prisões temporárias cumpridas contra eles. Na questão das apreensões, foi feito um balanço por parte dos agentes. 

  • Dois carros de alto padrão
  • Duas pistolas calibre 9 milímetros, sendo uma com mira laser 
  • Um seletor de rajada (para tiros)
  • Quatro carregadores de pistolas
  • 84 estojos de calibre 9 milímetros 
  • Três granadas de mão
  • Dois cadernos com anotações alusivas ao tráfico de drogas
  • 16 aparelhos celulares;
  • R$ 2.189,00 e joias

 A advogada Bruna Castelo Branco Ritter, responsável pela defesa de Gandula, ainda não se manifestou sobre o caso.  GZH segue em contato com a polícia em busca da defesa de Gordo Márcio para contraponto.  

Fonte: GZH
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