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19/08/2023 | 05:32 | Polícia

STF forma maioria para tornar Carla Zambelli ré por porte ilegal de armas

Deputada realizou perseguição armada contra jornalista e acabou disparando na véspera do segundo turno das eleições de 2022

Deputada realizou perseguição armada contra jornalista e acabou disparando na véspera do segundo turno das eleições de 2022
Vídeos postados nas redes sociais mostram Carla Zambelli apontando arma para homem em rua de São Paulo - Reprodução / Twitter

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta sexta-feira (18) para tornar ré a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Até o momento, foram seis votos a um.

O STF vota para aceitar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a parlamentar após o episódio em que ela sacou arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

O julgamento continua para a tomada dos demais votos. A análise do caso ocorre no plenário virtual do STF, modalidade na qual os ministros inserem os votos em sistema eletrônico e não há deliberação presencial. A sessão virtual vai até 21 de agosto. O tribunal é composto por 11 ministros.

Votaram pela aceitação da denúncia o relator, Gilmar Mendes, e os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Luís Roberto e Barroso. André Mendonça votou pelo envio das acusações para a primeira instância da Justiça.

O relator entendeu que há indícios suficientes para a abertura da ação penal contra Carla Zambelli.  

“Ainda que a arguida tenha porte de arma, o uso fora dos limites da defesa pessoal, em contexto público e ostensivo, ainda mais às vésperas das eleições, em tese, pode significar responsabilidade penal”, escreveu Mendes.

Contraponto

A defesa de Carla Zambelli declarou que vai aguardar a finalização do julgamento para se pronunciar.

Fonte: GZH
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