A cabeça encontrada em setembro de 2014
às margens do Rio Itajaí-Açu, em Navegantes, é da diarista Marli Aparecida de Lima, desaparecida desde agosto do mesmo ano. O laboratório do Instituto
Geral de Perícias (IGP) em Florianópolis confirmou a identidade à Polícia Civil de Gaspar na última quinta-feira, mas o resultado só foi divulgado
à família nesta terça-feira.
A filha de Marli foi convidada pela Polícia Civil a fazer o reconhecimento assim que a cabeça foi
localizada, mas não conseguiu devido a condições emocionais. A partir de agora, o delegado responsável pelo caso, Egídio Ferrari, explica que trabalha com
o crime de homicídio. Ele afirma que há suspeitos, mas não divulga as identidades para não comprometer as investigações.
— Já ouvimos muitas pessoas. A partir de agora, temos que refazer o caminho dela, desde o momento que saiu de casa — diz.
Marli desapareceu em agosto,
após ter saído de casa por volta das 18h alegando que voltaria logo. De acordo com a filha, ela não teria levado a bolsa nem os documentos, apenas o celular. A diarista
teria registrado um boletim de ocorrência contra um ex-namorado há cerca de três anos, porque estava sendo ameaçada por ele. A Delegacia de Polícia de
Pessoas Desaparecidas de Florianópolis também acompanha o caso.
Cabeça foi encontrada em setembro
A
cabeça foi encontrada em setembro no bairro Porto Escalvados, em Navegantes. Desde então, continuava sem identificação no Instituto Médico Legal (IML) de
Itajaí. Estava sem parte de uma das orelhas e sem os cabelos. O rosto não apresentava marcas de violência.