23/06/2023 | 17:02 | Polícia
A Polícia Civil do RS, contando com a participação da Brigada Militar e Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Defesa Animal e Defesa Vegetal) do RS, todos participantes da Operação Hórus, executam na manhã desta sexta-feira, 23 de junho, 16 mandados de busca e apreensão contra uma célula criminosa que comercializa agrotóxicos de uso proibido no Brasil (especialmente o Paraquat), tendo como bases cidades próximas da fronteira com a Argentina.
Participam da operação mais de 90 policiais (civis e militares) e 13 fiscais, em 38 viaturas e 2 embarcações.
Dentre as cidades-alvo das buscas estão:
- Porto Lucena/RS;
- Porto Xavier/RS;
- Santa Rosa/RS;
- Santo Ângelo/RS.
A operação policial é resultado de uma investigação que vem sendo coordenada pela DRACO de São Luiz Gonzaga/RS e Departamento de Polícia do Interior - DPI/Polícia Civil, os quais coordenam a Operação Hórus na Polícia Civil do RS.
De Porto Lucena/RS para o RS – a sede da célula criminosa:
A célula criminosa que é objeto da operação policial na data de hoje tinha como sede principal a cidade de Porto Lucena/RS, mas também utilizava cidades estratégicas na região para a distribuição e venda dos agrotóxicos ilegais (Porto Xavier/RS, Santa Rosa/RS e Santo Ângelo/RS).
O grupo se dividia entre 4 principais vendedores dos agrotóxicos proibidos, com atuação direta junto a produtores rurais do Estado.
Esses vendedores contavam ainda com o apoio logístico de pelo menos 3 fornecedores dos agrotóxicos, que usavam de pontos estratégicos na zona rural de Porto Lucena/RS, local onde armazenavam e escondiam os produtos criminosos.
As investigações mostram que uma ilha no rio Uruguai, na fronteira com a Argentina, era utilizada pelo grupo criminoso para o armazenamento de agrotóxicos proibidos. Referida ilha é objeto de buscas pela polícia também nessa operação.