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15/06/2023 | 05:32 | Polícia

Polícia Federal apura fraude em programa de benefício emergencial na Fronteira Oeste

Empresa de transporte de passageiros teria fraudado ferramenta criada em 2020 para enfrentar os impactos econômicos da pandemia

Empresa de transporte de passageiros teria fraudado ferramenta criada em 2020 para enfrentar os impactos econômicos da pandemia
Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Desvio de Rota na Fronteira Oeste, com o objetivo de investigar fraudes no Benefício Emergencial para Manutenção do Emprego e Renda (BEm) do Governo Federal. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Santana do Livramento e Alegrete.

Após as investigações, foram encontrados indícios de que uma empresa de transporte de passageiros teria se beneficiado do programa governamental durante a pandemia de covid-19. A polícia não divulgou o nome, mas a reportagem de GZH apurou que se trata da empresa Vaucher Transportes Urbanos.

A empresa teria declarado a suspensão dos contratos de trabalho de cerca de 30 funcionários, possibilitando assim o recebimento do benefício pago pelo governo, mesmo com os empregados continuando a exercer suas funções na empresa. O valor do benefício era calculado pelo Ministério da Economia com base nas informações salariais dos trabalhadores nos últimos três meses, juntamente com o valor do seguro-desemprego a que teriam direito caso fossem demitidos. O valor máximo do benefício era de R$ 1.912,00 por parcela, conforme a PF. Ainda não há estimativa do valor total fraudado.

O BEm foi um programa do governo brasileiro criado em 2020 para enfrentar os impactos econômicos da pandemia de covid-19. Ele permitia que trabalhadores e empregadores fizessem acordos para reduzir a jornada de trabalho com diminuição salarial ou suspendessem temporariamente o contrato. Durante o período do acordo, que poderia durar até 120 dias, o Governo Federal assumia parte dos custos.

As investigações continuam em andamento. A Vaucher Transportes Urbanos foi procurada, mas até a publicação desta reportagem não havia se manifestado.

Fonte: GZH
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