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02/05/2023 | 05:52 | Polícia

Ministro da Justiça e líder do governo pedem apuração sobre propaganda do Google contra PL das Fake News

Página de buscas mostrou link para postagem contrária à atual redação do projeto

Página de buscas mostrou link para postagem contrária à atual redação do projeto
Flávio Dino, ministro da Justiça (foto de arquivo) afirmou que encaminhou o assunto à análise da Secretaria Nacional do Consumidor - Ronaldo Bernardi

Nesta segunda-feira (1º), o Google colocou em sua página principal no Brasil um link para um texto contrário ao PL 2630, também conhecido como PL das Fake News. No texto, assinado por Marcelo Lacerda, Diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil, a empresa de tecnologia pede ação dos usuários contra o projeto. 

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que encaminhou o tema à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para apurar eventual prática abusiva do Google.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou nesta segunda-feira, 1º, ter solicitado abertura de inquérito administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possível infração contra ordem econômica por abuso de posição dominante praticada pelo Google.

"Além das providências já anunciadas pelo Ministro da justiça Flávio Dino estou representando junto ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para abertura de inquérito administrativo por possível infração contra a ordem econômica (Lei 12.529/12) por abuso de posição dominante", escreveu Randolfe nas redes sociais.

O senador completou que irá solicitar ao órgão a remoção do conteúdo, abstenção de reiteração de práticas análogas e fixação de multa no valor máximo de 20% do faturamento bruto, além do bloqueio cautelar nas contas bancárias do Google.

Projeto pode ser votado na terça
A pressão das empresas e de alguns parlamentares acontece desde a semana passada, quando a Câmara aprovou o requerimento de urgência do projeto. A urgência, na prática, garante que o trâmite da matéria seja mais célere, já que dispensa formalidade e permite que o texto seja votado diretamente em plenário.

As empresas, no entanto, com apoio de deputados, defendiam a instalação de uma comissão especial para analisar mais profundamente o mérito da proposta. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), rejeitou o pedido, que chegou a ser apresentado por parlamentares, e disse que a matéria já vinha sendo discutida há mais de três anos.

Apesar de a Câmara ter aprovado a urgência, conforme tinha sido acordado com líderes partidários, Lira precisou usar de um regimento interno para diminuir a quantidade necessária de votos para aprovação - que, por maioria absoluta, seria de 257.

Nesta terça (2) o presidente da Câmara se reúne mais uma vez com líderes para avaliar se mantém a votação do mérito para o mesmo dia, já que, nos bastidores, calcula-se que há um risco de derrota.   

Fonte: GZH
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