Conforme o jornal
Zero Hora de hoje, 27, Em processo de liquidação voluntária há dois anos, a cooperativa entrou em dezembro do ano passado com pedido de recuperação
judicial na comarca local. A estratégia buscava dar continuidade ao processo de saneamento da entidade, que tem dívidas de R$ 200 milhões.
A
recuperação judicial pretendida pela Cotrimaio seria destinada à recuperação econômico-financeira da empresa, que solicitou à Justiça
abertura do processo. Se fosse aceita, a Justiça concederia 60 dias para que seja apresentado um plano de recuperação, o qual deveria ser submetido à
aprovação dos credores. Se confirmada, seria nomeado um administrador judicial para supervisionar o processo.
As execuções ficariam suspensas
por 180 dias, em geral, mas o prazo poderia ser ampliado por decisão judicial. Permitiria fazer negociações com os credores para quitação do passivo e
reestruturação da empresa. Os bens poderiam ser vendidos sem risco de responsabilidade pelos passivos. Inviabilizada a recuperação no prazo estipulado, a empresa
seria submetida à falência.
O presidente da Cotrimaio, Silceu Dalberto, disse que ao jornalista Alexandre de Souza da Rádio Colonial que a
cooperativa ainda não foi intimada da decisão judicial. Mas caso o pedido, de fato, não seja aceito, ele explicou que a Cotrimaio vai seguir o atual modelo de
liquidação voluntária. O objetivo é garantir o pagamento das dívidas sem colocar em risco o patrimônio com a execução de
cobranças.
Neste caso, as execuções contra a cooperativa foram suspensas por até dois anos e foi tentada renegociação
com credores. Diferentemente da recuperação judicial, não é permitido impor aos devedores redução ou parcelamento de dívidas. Se não
houver pagamento total do passivo, tem início o processo judicial de insolvência civil.
Segundo Dalberto, a Cotrimaio é importante para a economia da
região. A cooperativa gerou em 2014 R$ 36 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas atividades de grãos, leite,
combustíveis, supermercados e lojas agropecuárias.
Com 450 funcionários, a Cotrimaio tem 12 mil famílias associadas.