Logomarca Paulo Marques Notícias

13/01/2014 | 14:12 | Polícia

Empresa que fez obras em escola de Porto Alegre deverá ser notificada

Diretora da Escola Oscar Pereira vai prestar depoimento à Polícia Civil

Diretora da Escola Oscar Pereira vai 

prestar depoimento à Polícia Civil
Obras em telhado de escola não foram realizadas na totalidade (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Um engenheiro e um arquiteto da Secretaria de Obras Públicas do Rio Grande do Sul visitaram na manhã desta segunda-feira (13) a Escola Oscar Pereira, na Zona Sul de Porto Alegre, um dos locais prejudicados pelo esquema de desvio de verbas desvendado na Operação Kilowatt, da Polícia Civil. A empresa responsável pela reforma deverá ser notificada a fazer reparos, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço.
A diretora da escola, Ana Regina Jardim, vai prestar depoimento nesta segunda-feira (13) à Polícia Civil. Ela deverá entregar documentos e fotos sobre a obra. Ana Regina afirma que o contrato com a empresa responsável ainda está dentro do prazo. "Foi informado a mim que a empresa tem cinco anos de responsabilidade pela obra", ressalta.
Entre os principais problemas, a Polícia Civil encontrou irregularidades no telhado da escola. Ao contrário do que previa o contrato assinado com o governo, a empreiteira substituiu apenas 30% da cobertura. Em um dos banheiros reformados, três caixas de descarga tiveram de ser trocadas e pagas com recursos da escola. Além disso, muitas torneiras estão com defeito.
O ginásio de esportes também foi entregue com obras inacabadas. Há buracos no teto e parte da cobertura se soltou. As traves da quadra de futebol também representam perigo. "Já caiu uma goleira em cima de um guri. Quebrou a perna dele em um campeonato. É perigoso", relata o estudante Cristiano Hoffmann Constante.
Mesmo em período de férias, alguns pais fizeram questão de ir até a escola para exigir melhorias na escola até as aulas serem retomadas. "Quem olha assim não vê, né? O absurdo que tem ali dentro", reclama a dona de casa Sônia Regina da Costa. "A comunidade se sente roubada no seu direito de ter uma escola decente", acrescenta Sílvio Arce, educador.
Fonte: G1
Mais notícias sobre POLÍCIA