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05/01/2023 | 06:54 | Geral

Homem encontra celular entre nove toneladas de lixo em Caxias do Sul

Após duas horas de procura, aparelho foi localizado na estação de transbordo da Codeca

Após duas horas de procura, aparelho foi localizado na estação de transbordo da Codeca
Rodrigo Agustini (com o celular na mão) junto à equipe que ajudou na busca pelo aparelho - Codeca / Divulgação

Hoje em dia, não tem quem não tenha sua vida inteira na palma da mão, com o celular. Fotos, aplicativos de bancos, contatos importantes na agenda. Perder tudo isso gera pavor a qualquer um. E foi esse sentimento que tomou conta do operador de máquinas Rodrigo Agustini, nesta terça-feira (3), em Caxias do Sul. Sua mãe, Ana Massenz, jogou, sem querer, o celular dela no lixo. Na busca pelo aparelho foi preciso encarar duas horas de procura e nove toneladas de lixo na estação de transbordo da Codeca. 

Agustini conta que ele e a mãe estavam separando lixo em casa, quando ela acabou jogando o aparelho, junto a um cartão de crédito, no mesmo saco. Ao se dar conta, foi correndo na lixeira da rua, que já havia sido esvaziada pela coleta.

— Eu já não estava mais em casa. Ela (a mãe) me ligou desesperada. A tranquilizei por telefone e liguei para a Codeca, quando o fiscal me indicou ir no transbordo, no bairro Cidade Nova. Eles me ajudaram a achar o celular, não mediram esforços, uma equipe muito bem qualificada, muito bem instruída — comenta o operador de máquinas.

Líder da operação de transbordo no turno da tarde, Jean Carlo Brito fez uma verdadeira força-tarefa para conseguir resgatar o celular.

— Deu para ver que ele (Rodrigo) estava muito preocupado com esse telefone, porque ali havia contatos de médicos do pai dele, que é acamado, então pedi para o pessoal ajudar a procurar porque era muito importante — conta Brito. 

À medida que as horas passavam, a esperança de encontrar o eletrônico ficava cada vez mais distante. Nem mesmo o líder da operação de transbordo, com experiência de 10 anos e três situações simulares de perda de objetos valiosos, não via mais jeito.

— Eu estava quase desistindo, estava quase dando meu horário, na troca de turno, quando Rodrigo deu mais uma mexida no lixo, começou a encontrar pertences dele e viu que estava mais próximo. Ele foi tentar ligar e o telefone começou a tocar. Foi uma alegria para nós, porque a gente se põe no lugar, foi muito gratificante encontrar, parecia que era meu celular — afirma Brito.

Ao todo, naquela tarde, 15 caminhões entraram na estação. Cada caminhão, carrega, em média, nove toneladas de lixo nas segundas e terças-feiras, dias em que há maior acumulo de lixo. A sorte de Rodrigo Agustini é que foi possível identificar o veículo que passou e, assim, foi mais fácil de procurar, apesar das nove toneladas a serem enfrentadas.

— É muito difícil de encontrar, foi um conjunto desde o cara que me disse qual caminhão era, porque ali chega em torno de 15 caminhões de coleta na parte da tarde, então de 15 tu acertar o caminhão, se não tiver alguma ajuda lá de cima, informações do responsável da coleta, também não dá certo — finaliza o responsável pelo transbordo.

Fonte: GZH
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