A Polícia Civil cumpre, desde o
início da manhã desta terça-feira, 37 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento em uma
série de furtos, roubos e extorsões de caminhões na Região Metropolitana. Denominada de Operação Tonelada, a ação policial é
deflagrada por mais de 150 agentes em 16 municípios gaúchos, e também em Santa Catarina e no Paraná — Estados para onde parte dos veículos eram
levados.
Conforme as investigações — que duraram oito meses —, a partir da encomenda de receptores, criminosos furtavam caminhões no
modelo pedido, desativavam os sistemas de GPS e levavam os veículos para sítios da Região Metropolitana. Um ou dois dias depois, os veículos eram repassados para
receptadores do Estado, que os levavam para Santa Catarina. Ainda faziam parte do esquema os chamados "plaqueiros", que produziam placas clonadas a partir do desvio de chapas do
Detran. Eles recebiam entre R$ 200 e R$ 400 por placa.
Por vezes, os veículos eram desmanchados em sítios e, depois, transportados em caminhões
baús. Outras vezes, os veículos eram transportados pela BR-101 para Santa Catarina.
Em uma das mais de 30 mil ligações telefônicas
interceptadas pela polícia, foi flagrada a negociação de um caminhão por R$ 35 mil — sendo que o valor de mercado ultrapassa R$ 200 mil. A polícia
estima que o grupo seja responsável por um prejuízo entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões para transportadoras e empresas de logística no Rio Grande do
Sul.
A investigação da Operação Tonelada, comandada pela Delegacia de Furto e Roubo de Veículos do Departamento de Polícia
Metropolitana, começou após uma série de furtos ocorridos na Região Metropolitana — principalmente na área do Porto Seco, na Capital, e em Canoas.
Após os crimes, os veículos não eram mais localizados.