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29/12/2022 | 07:51 | Polícia

Operação da PF prende suspeitos de atuar em atos de vandalismo em Brasília

Mandados estão sendo cumpridos no DF e em sete Estados; duas pessoas já foram detidas

Mandados estão sendo cumpridos no DF e em sete Estados; duas pessoas já foram detidas
Vandalismo ocorreu no último dia 12 - EVARISTO SA / AFP

A Polícia Federal (PF) realiza operação, nesta quinta-feira (29), contra suspeitos de participação na tentativa de invasão da sede da corporação, em Brasília, e em atos de vandalismo que ocorreram na capital federal no último dia 12. São mais de 30 mandados sendo cumpridos — entre ordens de prisão e de busca e apreensão.

As primeiras detenções ocorreram ainda na noite passada, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram duas pessoas presas, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília.

A ofensiva, chamada Operação Nero, é realizada no Distrito Federal e em sete Estados: Pará, Tocantins, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rondônia e Mato Grosso. Os alvos da operação ainda não tiveram os nomes divulgados.

Os crimes objetos da apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão.

Vandalismo no DF
A ação violenta de um grupo em Brasília aconteceu após o ministro Alexandre de Moraes decretar por 10 dias a prisão de José Acácio Serere Xavante, conhecido como Cacique Serere. Ele é apontado por envolvimento em atos antidemocráticos na capital federal que contestam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

A prisão foi decretada depois que Moraes aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) por conta de "indícios da prática de crimes em atos antidemocráticos". De acordo com a PF, o líder indígena teria realizado manifestações em diversos locais de Brasília, como Congresso Nacional, Aeroporto Internacional de Brasília (onde a área de embarque foi invadida), no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde o presidente eleito está hospedado.

Após serem dispersados pela PM, o grupo que estava na sede da PF se espalhou por outras regiões da capital federal. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram ao menos cinco ônibus e três carros incendiados durante o tumulto.

O comércio de rua e em shoppings chegou a ser fechado, e pessoas precisaram aguardar dentro dos locais antes de sair. Os vidros da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, também foram quebrados.

Fonte: GZH
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