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15/11/2022 | 13:09 | Polícia

Ministério Público pede afastamento de diretor-geral da PRF

Órgão argumenta que Silvinei Vasques fez uso indevido do cargo e pediu votos irregularmente para o presidente Jair Bolsonaro

Órgão argumenta que Silvinei Vasques fez uso indevido do cargo e pediu votos irregularmente para o presidente Jair Bolsonaro
Silvinei Vasques é diretor-geral da PRF - Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) pediu, nesta terça-feira (15), o afastamento do diretor-geral  da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, por 90 dias. Conforme o MPF, Vasques fez uso indevido do cargo e, durante a campanha eleitoral, pediu votos irregularmente para o presidente Jair Bolsonaro. As informações são do portal g1.

"A vinculação constante de mensagens e falas em eventos oficiais, entrevista a meio de comunicação e rede social privada, mas aberta ao público em geral, tudo facilmente acessível na internet, sempre associando a própria pessoa do requerido à imagem da instituição PRF e concomitantemente à imagem do Chefe do Poder Executivo federal e candidato a reeleição para o mesmo cargo, denotam a intenção clara de promover, ainda que por subterfúgios ou mal disfarçadas sobreposição de imagens, verdadeira propaganda político-partidária e promoção pessoal de autoridade com fins eleitorais", escreveu o Ministério Público. 

O pedido do MPF relembra postagem de Vasques, na véspera do segundo turno, que pedia voto em Bolsonaro. Para o órgão "não é possível (...) dissociar da narrativa desta inicial a possibilidade de que as condutas do requerido, especialmente na véspera do pleito eleitoral, tenham contribuído sobremodo para o clima de instabilidade e confronto instaurado durante o deslocamento de eleitores no dia do segundo turno das eleições e após a divulgação oficial do resultado pelo TSE".

No início do mês, o MPF havia pedido à PF a abertura urgente de um inquérito sobre a conduta de Vasques nas eleições deste ano. O documento apontava indícios de prevaricação, violência política e omissão na desmobilização dos protestos que bloquearam estradas federais após a derrota do presidente Jair Bolsonaro. 

Também foi solicitado que a PF investigasse as abordagens feitas no domingo do segundo turno. Naquele dia, foram registrados relatos, em diversos Estados, de mais de 500 operações da PRF relacionadas ao transporte público. Contrariando determinação da Justiça, agentes pararam ônibus que faziam transporte gratuito de eleitores durante o horário de votação. De acordo com Vasques, as ações foram realizadas com base no código de trânsito e não miraram o transporte de eleitores.

Fonte: GZH
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