05/11/2022 | 07:33 | Polícia
Quatro testemunhas foram ouvidas pelo Tribunal de Justiça Militar. Três policiais são réus na esfera militar por ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Aconteceu nesta sexta-feira (4) no Foro de São Gabriel, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, a segunda audiência da Justiça Militar do Caso Gabriel. Em agosto, o jovem de 18 anos foi encontrado morto em um açude no município.
Três policiais militares presos por envolvimento na morte de Gabriel Marques Cavalheiro acompanharam a audiência. Eles são réus na Justiça Militar por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Na Justiça comum, eles respondem por homicídio triplamente qualificado. Os três PMs serão ouvidos em 10 dias em Santa Maria.
Nesta sexta, quatro das cinco testemunhas previstas foram ouvidas pelo Tribunal de Justiça Militar. Na terça-feira (1º), o pai de Gabriel, Anderson da Silva Cavalheiro, prestou depoimento em Porto Alegre, também na Justiça Militar.
A família de Gabriel estendeu uma faixa na frente do Foro de São Gabriel com uma foto do jovem, o pedido de "Justiça" e onde estava escrito: "Saudade tem rosto, tem voz e sorriso. Saudade tem cheiro e nunca passa. Saudade tem nome e sobrenome, Gabriel Marques Cavalheiro".
Entenda o caso
Gabriel Marques Cavalheiro, 18 anos, desapareceu na noite de 12 de agosto, após uma abordagem da Brigada Militar. O corpo do jovem foi encontrado uma semana depois em um açude, no interior do município. O laudo da perícia apontou que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por uma lesão na cervical.
A reprodução simulada dos fatos está marcada para a próxima terça-feira. Ela será feira pelo Departamento de Criminalística do Instituto-Geral de Perícias junto com a Polícia Civil. O objetivo é apurar se os fatos aconteceram como narrados pelos réus e de acordo com as provas periciais.