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01/10/2022 | 07:10 | Polícia

Acusado de matar ex-companheira a facadas em Mata é condenado a mais de 41 anos de prisão

Conforme denúncia, réu não aceitava novo relacionamento amoroso da vítima. Mulher havia obtido, dias antes, medida protetiva de urgência contra acusado. Preso, réu não poderá recorrer em liberdade.

Conforme denúncia, réu não aceitava novo relacionamento amoroso da vítima. Mulher havia obtido, dias antes, medida protetiva de urgência contra acusado. Preso, réu não poderá recorrer em liberdade.
Homem preso pela suspeita de matar ex-companheira em Mata, em 2019 - Divulgação/Polícia Civil

Um homem foi condenado, nesta sexta-feira (30), a 41 anos, sete meses e 15 dias de prisão pela morte da ex-companheira e a tentativa de homicídio do namorado dela em Mata, na Região Central do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu em julho de 2019.

O réu, preso desde então, não poderá recorrer em liberdade, segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O júri foi realizado no fórum de São Vicente do Sul, a 29 km da cidade onde ocorreu o crime. Os jurados consideraram o réu culpado pelo homicídio qualificado de Rita de Cácia Oliveira da Silva, de 36 anos, além das tentativas de homicídio de Rita e de Edemar Pizzane, então namorado da vítima.

Conforme a denúncia, o réu não aceitava o novo relacionamento amoroso da ex-companheira. A vítima tinha obtido, dias antes, medida protetiva de urgência contra o homem. Na ocasião, ele teria tentado invadir a casa dela armado com uma faca. Rita e Edemar conseguiram fugir pulando a janela.

No entanto, cerca de uma semana depois, o acusado voltou ao local e cometeu o crime, afirma o Ministério Público. Rita foi atingida com golpes de faca no rosto e no pescoço. A vítima morava no local com o filho, que tinha 18 anos na época.

O júri considerou que o réu agiu por motivo fútil, em razão de ciúmes; com emprego de meio cruel, causando intenso e desnecessário sofrimento; mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela foi surpreendida; além de ter sido cometido por razões de gênero, pois envolveu violência doméstica e familiar.

Fonte: G1
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