27/09/2022 | 09:13 | Polícia
Segundo MP, fim do relacionamento teria sido uma das motivações do crime, ocorrido em dezembro de 2019. Réu, que está preso desde então, deverá cumprir pena de mais de 34 anos de prisão.
Foi condenado a 34 anos, quatro meses e 15 dias de prisão o homem acusado de matar a facadas a namorada e o tio dela em dezembro de 2019 em Guaporé, na Serra do Rio Grande do Sul. O júri foi realizado na cidade na segunda-feira (26).
Os advogados de Alceni Antonio de Araujo, José Neto e Aline Cracco, afirmam que a defesa trabalhou "para demonstrar a legítima defesa, injusta provocação da vítima, bem como motivo de relevante valor moral e social, além de labutar demonstrando que o réu agiu em violenta emoção".
O acusado foi preso em flagrante na época do crime e permaneceu, até o julgamento, sob prisão preventiva. O juiz João Carlos Inácio determinou o cumprimento da prisão cautelar até o trânsito em julgado da decisão.
"Deve-se destacar que a forma como os fatos foram praticados (ataque com facadas contra as vítimas, em via pública de pequena cidade, em agressão incomumente brutal e visível a olhos públicos), indica a presença de periculosidade do acusado", disse na sentença.
O homem era acusado de homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil, meio cruel, e meio que dificultou a defesa da vítima) contra Camila Biessek Estevan e homicídio qualificado (motivo fútil, meio cruel, e meio que dificultou a defesa da vítima) contra Cláudio Nestor Biessek. Além disso, ele respondia por lesão corporal contra a mãe de Camila, Reni Angela Biessek.
O réu era lutador profissional de kickboxing e boxe e professor de artes marciais. Segundo o Ministério Público, a motivação para o crime foi o fato da vítima ter ficado na rua até tarde com a filha pequena, e porque o acusado não aceitava o fim do relacionamento com a mulher.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 27 de dezembro de 2022. O homem teria matado a facadas a namorada e o tio dela e, após o crime, dado uma facada contra o próprio peito.
O delegado Norberto dos Santos Rodrigues disse, na época do crime, que o casal estava brigando, quando o tio tentou intervir e acabou sendo morto.