10/07/2022 | 14:11 | Polícia
Atirador teria feito críticas à ideologia do aniversariante, que ainda conseguiu revidar e atingiu o agressor
O guarda municipal Marcelo de Arruda foi morto a tiros na festa em que comemorava seus 50 anos, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na madrugada deste domingo (10).
A festa tinha como tema o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-presidente Lula. O atirador teria feito xingamentos por causa da ideologia do aniversariante. Minutos depois, retornou ao local com uma arma e atirou. Ele também acabou morto. As informações são do portal G1.
Filiado ao PT, em 2020, Arruda concorreu a vice-prefeito pela sigla. O guarda municipal fazia parte da corporação há 28 anos e era diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi).
O servidor municipal chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Ele era casado e tinha quatro filhos. Depois de baleado, Arruda ainda conseguiu revidar e atingiu o agressor. Testemunhas relataram que o homem não era conhecido dos participantes da festa.
Testemunhas ouvidas pelo G1 contaram que, por volta das 23h de sábado (9), o homem chegou ao local de carro e proferiu xingamentos e fez ameaças. Ele teria sacado uma arma, mas acabou contido por uma mulher que o acompanhava. Minutos depois, porém, voltou e atirou contra Arruda, que reagiu e acertou o agressor, que também morreu.
Em fala publicada pelo G1, o secretário de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, Marcos Antonio Jahnke, lamentou a morte, afirmou que a Polícia Civil investigará as motivações do crime e disse:
— Pelo que a gente percebeu foi uma intolerância política.
O PT também divulgou nota sobre o caso:
"Cobramos das autoridades de segurança pública medidas efetivas de prevenção e combate à violência política, e alertamos ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal para que coíbam firmemente toda e qualquer situação que alimente um clima de disputa violenta fora dos marcos da democracia e da civilidade. Iniciativas nesse sentido foram devidamente apontadas pelo PT em várias oportunidades, junto ao Congresso Nacional, o Ministério Público e o Poder Judiciário".