11/06/2022 | 05:30 | Polícia
Investigado foi preso durante operação policial em Canoas, no final de maio
Um homem preso durante operação policial em Canoas, em maio, foi indiciado nesta sexta-feira (10) no âmbito da investigação sobre o caso de dois mortos e um ferido encontrados no porta-malas de um carro na Região Metropolitana. O crime ocorreu no início do mês passado na Estrada Passo do Nazário, que fica no limite entre Canoas, Esteio e Cachoeirinha.
O investigado — que não teve o nome divulgado — é apontado como responsável por colocar as três pessoas, que foram espancadas e amarradas, no porta-malas do veículo. Um dos homens sobreviveu, sendo encaminhado em coma ao hospital.
O titular da Delegacia de Homicídios de Canoas, delegado Robertho Peternelli, afirma que o trio foi vítima de uma nova facção que se instalou na cidade. Segundo ele, houve uma desavença no dia 5 de maio, quando os três tentavam ingressar no grupo para atuar como transportadores de drogas.
Peternelli diz que houve uma emboscada em um condomínio no bairro Guajuviras, que seria o reduto desta organização criminosa. No local, conforme a investigação, os três homens foram agredidos a pauladas, amarrados e colocados no porta-malas de um carro. A intenção, segundo consta no inquérito, seria jogar o automóvel em um rio, mas o indiciado não conseguiu porque a estrada estava com muita lama devido à chuva, e o carro bateu na mureta de uma ponte.
Após a identificação dos suspeitos, uma operação policial foi deflagrada, no dia 24 de maio, em quatro cidades gaúchas. O homem indiciado nesta sexta-feira foi detido durante a ofensiva, em Canoas.
Em Guaporé, foi presa uma mulher que teria sido a responsável por atrair as vítimas. Jé em Porto Alegre, houve buscas em uma residência, e em Charqueadas foi apreendido o celular de um preso apontado como mandante do crime — o apenado seria líder da facção.
Peternelli diz que o homem detido na operação foi indiciado antes dos outros investigados porque já há provas suficientes contra ele e devido ao prazo judicial para responsabilizar um suspeito preso. O apenado e a mulher que foi alvo da operação — e que segue detida — continuam sendo investigados, já que houve a quebra do sigilo telefônico deles.
Por esse motivo, apesar de o prazo legal para o indiciamento de uma pessoa detida já ter terminado, a mulher ainda não foi responsabilizada no inquérito. O delegado solicitou mais prazo.
O delegado apura o envolvimento de mais suspeitos no crime. Nomes não foram divulgados, justamente porque a investigação continua. Resultados periciais, principalmente digitais no local do crime e no carro onde as vítimas estavam, são aguardados.
Uma das vítimas foi identificada como Maximiliano Corrêa Rodrigues, 32 anos, com cinco antecedentes criminais por roubo de veículos, dois por roubo a pedestres, três por assaltos ao comércio, dois por roubos a residências e mais três por furtos. A outra é Jair André de Quadros Figueira, 40, com sete passagens pela polícia por lesão corporal, seis registros por posse de drogas e uma por apropriação indébita.
O terceiro homem que estava no porta-malas foi socorrido em estado grave e encaminhado a um hospital da Região Metropolitana, onde permanece em coma. Com 25 anos, ele tem um antecedente criminal, por lesão corporal. Por questões de segurança, o nome do hospital onde ele está internado não estão sendo divulgado.