Mais
de 300 mil imóveis continuam sem energia elétrica no Rio Grande do Sul, na manhã deste domingo: 250 mil são clientes da AES Sul, 30 mil da CEEE e 35 mil da RGE.
As companhias informam que trabalham na recuperação da rede, mas não há previsão para o restabelecimento total do serviço.
Conforme a Defesa Civil do Estado, mais de 800 casas foram destelhadas durante o temporal da noite deste sábado. Conforme informações da Rádio Gaúcha,
entre as cidades mais afetadas pelo mau tempo, estão Santa Cruz, no Vale do Rio Pardo, Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, e Esteio, na Região Metropolitana.
Em Santana do Livramento, a emergência do Hospital Santa Casa foi destelhada e teve de ser fechada. A Defesa Civil do município distribui lonas para a
população. Mais de 300 casas foram danificadas durante o temporal na noite deste sábado. Em Santa Cruz, 250 casas ficaram destelhadas — três famílias
tiveram de deixar suas residências, que foram completamente destruídas.
Estragos
Mais de 300 mil imóveis
continuam sem energia elétrica no Rio Grande do Sul, na manhã deste domingo: 250 mil são clientes da AES Sul, 30 mil da CEEE e 35 mil da RGE. As companhias informam que
trabalham na recuperação da rede, mas não há previsão para o restabelecimento total do serviço.
Conforme a Defesa Civil do
Estado, mais de 800 casas foram destelhadas durante o temporal da noite deste sábado. Conforme informações da Rádio Gaúcha, entre as cidades mais afetadas
pelo mau tempo, estão Santa Cruz, no Vale do Rio Pardo, Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, e Esteio, na Região Metropolitana.
Em Santana do
Livramento, a emergência do Hospital Santa Casa foi destelhada e teve de ser fechada. A Defesa Civil do município distribui lonas para a população. Mais de 300
casas foram danificadas durante o temporal na noite deste sábado. Em Santa Cruz, 250 casas ficaram destelhadas — três famílias tiveram de deixar suas
residências, que foram completamente destruídas.
Na Região Metropolitana, os municípios mais atingidos foram Canoas,
Viamão e Esteio
— cidade que registrou 300 casas destelhadas.
— A gente nem sabe por onde começar.
A frase da comerciária Maria Emilia Aires Dias, 55 anos, resume o sentimento dos moradores de Novo Esteio, o bairro mais afetado pelo temporal em Esteio.
O telhado do quarto dela e da filha Flávia, 23 anos, foi completamente arrancado pela ventania. E a situação da casa das duas, que passaram a noite na
residência de um familiar, é desoladora: lonas cobrem parte dos móveis dos quartos sem teto, o banheiro está inundado, a porta da frente travou e, nas demais
peças, baldes coletam água das goteiras.
— Não foi um temporal, foi um tornado que passou por aqui — diz Maria.
A poucos metros dali, todos os cinco postes da rua Cacequi (um de concreto e quatro de madeira) tombaram. Os moradores reclamam do descaso do poder público.
— Eu cansei de reclamar, pedir pra trocarem, mas diziam que não precisava — lamenta o aposentado Juarez Martinbianco, 67 anos, apontando para os suportes que sustentavam
os postes.
Com lágrimas nos olhos, a dona de casa Lenir Ramos, 47 anos, recorda que ela e seu marido, o aposentado Paulo, 60 anos, ainda não terminaram de
pagar a reforma do telhado que ontem foi parcialmente arrancado pelo temporal.
— Na hora me assustei, comecei a gritar e coloquei as crianças embaixo
da mesa. Não tinha como descer (a casa tem um porão) porque o meu marido teve derrame e mal consegue caminhar — conta.
Além de Lenir e Paulo,
residem no local os filhos do casal Alípio, 16 anos, e Brenda, 7 anos. A família, que sobrevive com um salário mínimo recebido por Paulo, agora conta com o apoio
de vizinhos e da prefeitura para recomeçar.