O Ministério Público (MP) quer a demissão dos dois promotores que teriam negociado uma vaga na lista de
promoção por antiguidade. O caso teria ocorrido em 2012. O MP ingressou com ação de improbidade administrativa na Justiça pedindo a perda do cargo do
promotor Marcelo José da Costa Petry e a cassação da aposentadoria de Sérgio Antônio Bins. A ação está na 5ª Vara da Fazenda
Pública.
Petry foi suspenso das funções por 90 dias e denunciado por corrupção ativa. Bins foi denunciado por
corrupção passiva. Duas pessoas ligadas a eles também estão denunciadas. No âmbito administrativo, os dois promotores vão responder a processo
disciplinar (PAD). Para Petry, a pena sugerida na instauração do PAD foi a demissão e para Bins, a de cassação de aposentadoria. No caso de promotor
aposentado, essa cassação equivale à demissão.
Também tramita no MP outro processo pedindo a nulidade da promoção de
Petry e a devolução de todos os valores que ele recebeu em decorrência da promoção desde 2012. Se o benefício for considerado nulo, poderá
ter reflexo em processos em que Petry atuou nesse período. As defesas de réus podem tentar, por exemplo, invalidar condenações.
Por meio de
quebra de sigilo bancário e de e-mails, o MP apurou que Petry teria pago R$ 35 mil para que Bins desistisse da classificação para uma vaga em Erechim, em 2012. Dessa
forma, Petry saiu de Nonoai para atuar em Erechim, mantendo-se na mesma região.
O caso foi descoberto durante apuração de suspeitas envolvendo
a atuação de Petry em Nonoai. Essa investigação é sigilosa e o MP não informa detalhes. Zero Hora apurou que envolveria casos de
corrupção.