Olívio
Casali revelou uma discrepância entre a letra a lei e a prática na gestão dos resíduos sólidos. Embora a legislação determine as
“responsabilidades compartilhadas”, o peso das operações recai quase absolutamente sobre a prefeitura.
Atualmente, o município gasta
cerca de R$ 1 milhão por ano com o pagamento da empresa responsável pelo recolhimento do lixo urbano. O valor é considerado muito elevado e a taxa de coleta cobrada
não cobre nem a metade dos custos. No final de setembro, os vereadores aprovaram aumento de 100% na taxa, que estava defasada desde 1997, mas o projeto original encaminhado pelo
Executivo previa mil por cento de reajuste.
Para atender o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, a prefeitura vai realizar uma série de
audiências públicas. “Vamos discutir o tema da segurança ambiental com toda a população com mais profundidade para que Três de Maio tenha uma
coleta seletiva mais eficiente”, explicou o prefeito.
Em 2014, os três-maienses, também, terão novidade no recolhimento de entulhos. Conforme
Casali, o serviço vai ser terceirizado. Hoje as pessoas confundem o que é ou não entulho. Assim, a prefeitura vai ter uma fiscal para que somente restos de materiais de
construção e galhos de árvores sejam recolhidos. A destinação final de móveis, eletrodomésticos velhos e outros bens que não prestam
mais deverá ser feita pelo próprio consumidor.