Uma longa história teve início do ano de 1989, quando a então jovem de 17 anos de idade,
Cleunice Aparecida Izolan, partiu em busca de um trabalho que lhe proporcionasse uma vida melhor. Foi para o Nordeste brasileiro, e desde então nunca mais teve contatos com os pais e
os irmãos que na época permaneceram em Três de Maio.
A família residia no interior do município, o que dificultava ainda mais para
se ter contatos ainda no final dos anos 80, quando não se pensava que um dia poderia existir o telefone celular e a internet.
Os anos foram passando, a mãe
dona Clarisse Izolan, hoje viúva com 65 anos de idade, nunca perdeu as esperanças de um dia poder rever e abraçar a filha. Rezava todos os dias, e pedia para suas
amigas e vizinhos do bairro São Pedro onde reside, que ajudassem ela a rezar e pedir a Deus este presente. Foram muitas as novenas neste anos todos, e as esperanças nunca
foram perdidas, mas sim, renovadas todos os dias com a certeza de que a Cleunice voltaria a Três de Maio.
No dia do nascimento da filha em 17 de dezembro de
1972, uma menina que havia nascido a dois dias, foi adotada por dona Clarisse. Ela passaria a se chamar Cleusa Izolan, registrada junto com Cleunice com a mesma data de nascimento, se
estabelecendo assim a formação de irmãs gêmeas.
E foi justamente a irmã gêmea que permaneceu em Três de Maio, quem
encontrou o paradeiro a irmã que ficou 25 anos sem conseguir mais contatos com a família.
Cleusa, integrou um grupo de estudantes que participou do
Curso de Inclusão Digital na SETREM, e foi através da internet que ela encontrou a irmão Cleunice.
A então aprendiz de
informática, disse a professora: “Me diga uma coisa, eu tenho uma irmã que a mais de 20 anos não sabemos aonde ela está, será que eu não
consigo encontra-la pela internet ?” E a professora disse a ela que seria bem possível.
Ela começou então uma busca incansável pelo
Facebook, mas não teve êxito com o nome da irmã. Foi então que ela lembrou de pesquisar nomes que poderiam ser um filho de Cleunice, e localizou o sobrinho Edson
Luiz Izolan Corrêa, hoje com 24 anos de idade, morador da cidade mineira Unaí.
Começava por ai o reencontro da filha com os familiares em Três
de Maio. Vieram os primeiros contatos pela internet e depois por telefone, e no dia 16 de dezembro, o reencontro pessoalmente em sua terra natal.
Cleunice, aos 42 anos
de idade, venho a Três de Maio acompanhada do filho Edson, e aqui vai permanecer até o mês de janeiro para matar um pouco da saudade, e também para reencontrar
outros irmão que residem no estado do Matogrosso, e já garantiram que não vão perder a oportunidade de rever a irmã depois de 25 anos.