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21/04/2022 | 05:39 | Polícia

Polícia afirma que suspeito de asfixiar e matar namorada tentou forjar latrocínio para ocultar crime em Santa Maria

Companheiro de Luanne Garcez da Silva, 27 anos, foi preso logo depois do crime

Companheiro de Luanne Garcez da Silva, 27 anos, foi preso logo depois do crime
Luanne fazia Pedagogia na UFSM - Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

O homem de 26 anos preso em flagrante por suspeita de matar a namorada em uma rua de Santa Maria tentou forjar latrocínio (roubo com morte) para ocultar a autoria do crime, conforme a Polícia Civil. O investigado teria asfixiado e matado a jovem, no último dia 10, sendo preso no local logo depois. O nome dele não foi divulgado. O caso é investigado como feminicídio pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) do município.

No início da madrugada daquele domingo, Luanne Garcez da Silva, 27 anos, foi asfixiada em uma rua do município, no bairro Itararé, e não resistiu. Após a agressão, o namorado dela teria acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A Brigada Militar também foi chamada depois.

De acordo com a delegada Elizabete Shimomura, responsável pela investigação, o relato de testemunhas do caso, ainda naquela noite, já indicavam que o homem teria tentado forjar um latrocínio. Imagens de câmeras de segurança, obtidas e analisadas pelas equipes, mostram o momento, segundo a polícia.

— Essas imagens mostram ele saindo do carro, com a bolsa dela, se distanciando dali e depois voltando sem o objeto. Mostram também que não tem nenhum terceiro indivíduo que poderia ter feito algum ataque. Esse material, entre outros, é suficiente para provar que foi dele a autoria. Também fica bem claro que ele tentou simular um latrocínio. Ele inclusive afirmou aos policiais que atenderam a ocorrência que indivíduos teriam tentado assaltar os dois, em um relato bastante sem nexo — afirma a delegada.

Segundo a polícia, o homem afirmou que era namorado da vítima e teria relatado diferentes versões dos fatos aos PMs, ainda no local do crime. Depois, ao ser encaminhado à delegacia, ele confessou informalmente que matou a mulher, segundo a delegada.

— Ele teve duas oportunidades de ser ouvido. A primeira foi naquele dia (do crime) e a segunda foi quando fomos até ele, já no presídio. Nos dois momentos, ele confessa que a matou, informalmente. Mas quando iniciamos o depoimento formal, afirma que não quer se manifestar. Ainda precisamos fazer algumas diligências, mas não há dúvida quanto a autoria do crime.

Segundo a delegada, o prazo para conclusão do inquérito foi ampliado e a previsão é de que seja concluído nos próximos dias. Familiares da vítima e do homem foram ouvidos pelas equipes, que também solicitaram a quebra do sigilo dos telefones de dois. Os aparelhos serão enviados a perícia.

Casal estava junto desde janeiro
Conforme familiares de Luanne, o casal estava junto desde janeiro e havia noivado em março. Segundo o relato, a jovem estava feliz, cursava faculdade de Pedagogia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e tinha o objetivo de se tornar professora e trabalhar com crianças.

A família afirma que a jovem era discreta e não havia relatado, até então, violência por parte do namorado — também não há registros por parte dela contra o homem na polícia. Há alguns relatos, no entanto, de que ele seria bastante ciumento com Luanne, segundo a Polícia Civil.

— Ele afirmou informalmente, no dia do crime, que desconfiava que estava sendo traído. Temos provas de que ele teve alguns episódios de demonstrar muito ciúme. A ação dele é inexplicável. Ele praticou o crime de forma consciente.

Um carro, que seria da jovem, foi encontrado no local e recolhido pelas equipes.

Contraponto
GZH tenta contato com o responsável pela defesa do preso.  

Fonte: GZH
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