29/03/2022 | 07:46 | Polícia
Polícia Civil apurou que dinheiro fake era usado para fazer compras na internet
As cédulas apreendidas em operação da Polícia Civil de Gravataí, na última quinta-feira (24), são realmente falsas. A confirmação se deu após o Instituto-Geral de Perícias (IGP) analisar notas de R$ 50 e R$ 100 recolhidas com os suspeitos durante a ofensiva.
O esquema é investigado pelo 2º Departamento de Polícia Civil de Gravataí, na Região Metropolitana, que já prendeu quatro suspeitos. Segundo a apuração, o grupo usava as cédulas falsas para fazer compras pela internet. A apuração se iniciou em julho de 2021.
— Agora que recebemos o resultado da perícia, isso será acrescentado nos dados da investigação — disse o delegado da 2ª DP de Gravataí, Guilherme Calderipe.
De acordo com o IGP, as análises se iniciaram verificando a impressão nas cédulas. Se fosse verdadeira, apresentaria alto relevo. Numa segunda etapa, esfrega-se a nota em papel. O perito que realizou os testes, Eduardo Lima Silva, explicou que as cédulas falsas e verdadeiras marcam o papel, mas a verdadeira segue com a impressão intacta, enquanto a falsa perde qualidade.
— No canto da cédula, na parte holográfica, dependendo do movimento e ângulo, aparece, no mesmo local, a palavra reais e o número 100. Na cédula falsa, essa troca não acontece como deveria, que seria a palavra ou o número se sobrepondo — explica o perito Eduardo Lima.
Durante a análise, a nota é colocada em um equipamento que emite luz ultravioleta chamado Video Spectral Comparator (VSC). Neste caso, percebe-se que a cédula é verdadeira quando a luz, ao refletir, reage em pontos específicos com um sinal fluorescente. Já na nota falsa são vários os pontos que reagem com o uso do VSC.
Nesse mesmo equipamento, é possível dar zoom na nota e identificar os microtextos, como os números 0 e 1, por exemplo. As notas falsas, por sua baixa qualidade de impressão, não apresentam essa característica. Além disso, as cédulas verdadeiras possuem uma marca d'água ao serem impressas na Casa da Moeda. Nas notas falsas, segundo o IGP, a marca aparece como um carimbo.
Produção: Henrique Abrahão