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11/03/2022 | 06:28 | Polícia

Mulher acusada de mandar matar o noivo vai a júri em Porto Alegre na próxima semana

Dois homens que seriam executores do crime também serão julgados

Dois homens que seriam executores do crime também serão julgados
Lisiane Rocha Menna Barreto e a vítima, Marcelo Henrique Prade - Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Está marcado para a próxima quinta-feira (17), às 9h, o júri dos réus acusados de assassinato do funcionário de um banco em Porto Alegre. Marcelo Henrique Prade, 46 anos, foi morto em maio de 2012. 

Conforme o Ministério Público, a então noiva dele, Lisiane Rocha Menna Barreto, na época com 36 anos, seria a mandante do crime, que teria sido executado por José Vilmar dos Santos Rocha e Elisandro Rocha Castro da Silva. Os réus respondem em liberdade. A investigação aponta que o assassinato foi planejado pelo menos um mês antes. A motivação seria vingança ou dinheiro, como seguros e imóveis.

O júri ocorrerá no Foro Central de Porto Alegre. A então noiva, que é psicóloga, e Elisandro chegaram a ser presos, mas foram soltos posteriormente. A estimativa é que o julgamento possa durar dois dias. 

A vítima foi morta por asfixia após ser estrangulada quando chegava em casa, na Rua Octávio de Souza, no bairro Nonoai, zona sul da cidade. Ainda conforme a acusação, a esposa de Prade teria pago R$ 5 mil à dupla para assassinar o marido.

O crime

Após passar o dia em Osasco (SP), o coordenador de produtos e serviços do banco Sicredi Marcelo Henrique Prade, 46 anos, chegou a Porto Alegre na noite de quinta-feira, 3 de maio de 2012. Após desembarcar no Aeroporto Internacional Salgado Filho, enviou uma mensagem para o celular da noiva avisando que havia chegado. Pegaria seu Peugeot 307 preto no estacionamento do aeroporto e voltaria para casa, na Rua Octávio de Souza, no bairro Nonoai.

O contabilista, que trabalhava desde 1999 no banco, foi encontrado enrolado no tapete da sala da residência, com mãos e pés amarrados e olhos e boca vendados. Levado no dia do crime, o veículo de Prade foi encontrado abandonado dias depois na Zona Norte.

Contrapontos
O que diz Lisiane Rocha Menna Barreto

Os advogados Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares disseram que só se manifestam no processo.

O que diz José Vilmar dos Santos Rocha

O advogado Raccius Potter preferiu não se manifestar. 

O que diz Elisandro Rocha Castro da Silva

A Defensoria Pública do Estado disse que não vai se manifestar sobre o caso antes do júri.

Fonte: GZH
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