26/02/2022 | 06:41 | Polícia
Tribunal do júri condenou homem a três anos e quatro meses de prisão. Outro réu foi condenado por porte ilegal de arma a dois anos de reclusão. Demais oito réus foram absolvidos.
Após quatro dias de julgamento, um indígena foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, nesta sexta-feira (25), em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul. Ele era réu por tentativa de homicídio ocorrida no interior da reserva indígena de Vontouro, em Benjamin Constant do Sul, em 2018.
Outro homem foi condenado por porte ilegal de arma a dois anos de reclusão.
Os outros oito réus foram absolvidos.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o vice-cacique e outros nove homens, que integravam a denominada polícia indígena da reserva de Vontouro. De acordo com a denúncia, o vice-cacique tinha inimizade com seu meio-irmão.
Ele teria ordenado, conforme o MPF, que os outros indígenas fossem à casa deste homem. Ao chegarem ao local, atiraram nas pessoas que estavam lá. Os disparos atingiram um indígena, que também tinha desavenças com o vice-cacique, e os dois filhos do meio-irmão, que morreu.
Como foi o julgamento
A sessão começou na terça-feira (22) com o sorteio dos jurados. Ainda pela manhã, foi tomado o depoimento de uma das vítimas. Na tarde, a segunda vítima e também duas testemunhas de acusação contaram suas versões dos fatos e responderam aos questionamentos da juíza federal substituta Priscilla Pinto de Azevedo, da 3ª Vara Federal de Passo Fundo, e de procuradores.
No dia seguinte (23), foi ouvida a última testemunha de acusação e mais duas de defesa. Os advogados solicitaram que fosse realizada uma acareação entre uma das vítimas e uma das testemunhas de acusação, o que foi atendido pela juíza. Na sequência, iniciaram os interrogatórios dos réus, sendo que três dos acusados falaram.
Na quinta (24), foram ouvidos os outros sete réus. Em seguida, iniciou-se o debate entre MPF e defesas. Dois dos acusados precisaram de atendimento médico.
Na manhã desta sexta foram definidos os quesitos a serem respondidos pelos jurados. O Conselho de Sentença reuniu-se a portas fechadas e responderam às questões da magistrada.