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17/02/2022 | 06:28 | Geral

Chuva em Petrópolis: número de mortos passa de 100; equipes seguem com as buscas

Ao menos oito vítimas são crianças. São 89 áreas atingidas, com mais de 170 pontos de deslizamentos

Ao menos oito vítimas são crianças. São 89 áreas atingidas, com mais de 170 pontos de deslizamentos
Corpo de Bombeiros mantém buscas nos locais onde foram registrados deslizamentos - CARL DE SOUZA / AFP

O número de mortes em decorrência do temporal que atingiu Petrópolis, região serrana do Rio Janeiro, na terça-feira (15), subiu para 104. Ao menos oito das vítimas são crianças. O balanço, que está em constante atualização, foi divulgado na noite desta quarta-feira (16).

Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil, 24 pessoas foram resgatadas com vida. Outras 375 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. O cadastro do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), feito até o início da noite, indica ao menos 35 pessoas desaparecidas. São 89 áreas atingidas, com mais de 170 pontos de deslizamentos. 

 — Foi a pior chuva desde 1932. Realmente, foram 240 milímetros em coisa de duas horas. Foi uma chuva altamente extraordinária — afirmou o governador Cláudio Castro (PL), que está na cidade, onde concedeu coletiva ao lado do prefeito Rubens Bomtempo e do secretário de Estado de Defesa Civil, Leandro Monteiro. 

Segundo o governo fluminense, cerca de 400 bombeiros trabalham nas buscas. O mau tempo, no entanto, dificulta os trabalhos. A Polícia Civil está com uma equipe de 200 policiais, peritos legistas e criminais, papiloscopistas, técnicos e auxiliares de necropsia, servidores de cartório e de diversas delegacias.

A prefeitura decretou estado de calamidade pública e informou que as equipes dos hospitais foram reforçadas para o atendimento das vítimas. Foi montado um hospital de campanha com 10 leitos, onde elas recebem o primeiro atendimento. Em apenas seis horas, choveu mais do que o esperado para todo o mês no município. 

— Realmente teremos que reconstruir a cidade. Foram mais de 200 milímetros de chuva em apenas duas horas. Atingiu o coração da cidade, o Centro Histórico, onde há maior densidade urbana — disse Bomtempo ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, na manhã desta quarta-feira.

Um dos locais mais afetados foi o Morro da Oficina, no Alto da Serra, onde um grande deslizamento atingiu diversas moradias e o governo acredita ter o maior número de vítimas ainda soterradas. Segundo a prefeitura, estima-se que 80 casas tenham sido afetadas na área próximo à Rua Tereza, conhecida via comercial do município. 

A busca por sobreviventes seguiu intensa ao longo da madrugada de quarta-feira e contou com a ajuda de moradores e de equipes dos Bombeiros, do Exército e da Defesa Civil. Mais de 180 pessoas que moram em áreas de risco foram acolhidas em escolas e recebem suporte de profissionais das áreas da saúde, educação, agentes comunitários, além da Defesa Civil. 

Fonte: GZH
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