04/02/2022 | 08:38 | Polícia
Vítima enviou mensagens pedindo socorro aos familiares quando percebeu que o suspeito estava entrando na residência em que mora com dois filhos.
Uma mulher de 28 anos foi atacada dentro de casa por um homem em Joinville, no Norte de Santa Catarina, na noite de quarta-feira (2). De acordo com o relato de uma irmã da vítima, ela enviou mensagens pedindo socorro aos familiares quando percebeu que o suspeito estava entrando na residência em que mora com dois filhos, de 1 e 6 anos.
"Socorro. Bandido aqui. Entrou. Socorro. Vai matar a gente", escreveu a mulher a uma irmã.
Conforme a irmã da vítima, a mulher se escondeu dentro do quarto com os filhos, mas o agressor conseguiu estourar a porta. Além socos, ela sofreu cortes provocados por uma faca, informou a PM.
"Ele tava alucinado e começou a dizer :'Tu matou teu filho, sua vadia'. Aí ele abriu a calça, mostrou o órgão para ela, na frente dos filhos, e começou a falar pro menino mais velho: 'Não berra, fica quietinho'. Em seguida, pegou ela pelo pescoço e a levou para outro quarto da casa", disse a irmã da vítima.
Durante a luta corporal a vítima conseguiu se soltar do agressor e correu para fora. No portão da casa, uma irmã e o tio, que receberam o pedido de socorro, haviam acabado de chegar. A PM também havia sido acionada pelos familiares.
"Ela contou depois, já no hospital, que ele pegou a cabeça dela e bateu o rosto dela várias vezes no chão. Ela fraturou um osso no rosto, fraturou o baço e levou uma facada no peito. Ela está muito machucada. Tu olha o rosto dela e praticamente não reconhece", disse a irmã.
Para preservar a vítima, as crianças e os familiares, a reportagem não publicou os nomes.
A PM encontrou o suspeito nos fundos da casa. Ele foi preso em flagrante. De acordo com o delegado Roberto Patella, o suspeito estava em liberdade provisória.
O caso será remetido para a Delegacia de Homicídios, já que o crime mais grave foi rotulado como tentativa de assassinato.
A mulher foi hospitalizada e até a tarde desta quinta-feira (3), não havia prestado depoimento.
Na delegacia, o suspeito afirmou que usou drogas e entrou em uma residência que não conhecia e agrediu a mulher.
"Ele admitiu que agrediu ela, mas disse que não estuprou ela. A questão do estupro foi questões posteriores, extras e apresentadas pelos policias militares", explicou o delegado.