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25/01/2022 | 07:55 | Geral

Após mobilização, RGE tem 28 dias para apresentar plano de investimentos para o Vale do Taquari

Reunião conciliatória entre produtores, entidades e RGE ocorreu na sede do Ministério Público, em Porto Alegre; um novo encontro ficou agendado para o dia 22 de fevereiro

Reunião conciliatória entre produtores, entidades e RGE ocorreu na sede do Ministério Público, em Porto Alegre; um novo encontro ficou agendado para o dia 22 de fevereiro
Moradores de Colinas jogaram leite na fachada da RGE - Artur Dullius / Rádio Independente

O protesto de moradores da cidade de Colinas, no Vale do Taquari, que jogaram leite estragado na porta da sede regional da RGE após ficarem 30 horas sem luz, na semana passada, atraiu os olhares do poder público para a região. Atendendo a pedidos de entidades e lideranças, o Ministério Público convocou uma reunião conciliatória em Porto Alegre na última quinta-feira (20). 

No encontro, foi definido prazo de 30 dias para que a RGE apresente um plano de investimentos específicos para os municípios do Vale. A nova reunião ficou marcada para o dia 22 de fevereiro. 

Presidido pelo procurador-geral de Justiça Marcelo Lemos Dornelles, o encontro no MP contou com a participação do deputado Edegar Pretto e do presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), Luiz Afonso Senna. Também participaram o presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Luciano Moresco, e o secretário de Agricultura de Estrela e presidente da Associação de Secretários de Agricultura do Vale do Taquari (Asamvat), Douglas Sulkzbach. 

A produtora Aline Lohmann, que organizou o protesto em frente à sede da RGE na terça-feira passada, viajou de Colinas a Porto Alegre para participar da reunião. Ela avaliou positivamente o encontro e ressaltou que espera mais agilidade no atendimento. 

— Espero poder sair da reunião de fevereiro segura de que vão nos atender melhor e mais ágeis, comprometidos com troca de postes entre outros serviços. Eles precisam ter prazos e multas ou entregar a concessão — frisa. 

O prefeito de Colinas e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), Sandro Herrmann, lembra que já participou de diversos encontros para debater o mesmo tema. Ele ressalta que já recebeu um contato da RGE solicitando as demandas específicas de cada município. Um documento com estas informações será entregue à concessionária entre quarta e quinta-feira. 

— A principais demandas são o tempo de resposta e o trabalho preventivo, como substituição de postes e limpeza de redes. Os municípios estão colocando as máquinas à disposição da RGE para auxiliarmos na retirada das árvores. Entendemos que no Interior há menos moradores, mas o prejuízo é muito maior. Não há como tocar a produção de leite, cultura de suínos sem a energia elétrica — ressalta Herrmann. 

O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica do MP, Gustavo Munhoz, explica que a reunião foi uma iniciativa de aproximação, para buscar uma conciliação de forma extrajudicial.  

— A concessionária disse que vai revisitar os planos a partir desses eventos climáticos que trouxeram prejuízos à região. Todos colocaram o que cada um está fazendo. A ideia é que na próxima reunião tenhamos algo mais concreto — sublinha. 

Por meio de nota, a RGE afirma que “possui plano de manutenção e investimentos para todas as regiões de sua área de concessão, incluindo o Vale do Taquari.” A concessionária diz ainda que “foi solicitado um detalhamento específico, que deverá ser apresentado ao Ministério Público, em fevereiro, conforme definido em reunião.” 

Fonte: GZH
Reunião conciliatória entre produtores, entidades e RGE ocorreu na sede do Ministério Público, em Porto Alegre; um novo encontro ficou agendado para o dia 22 de fevereiro
Encontro no MP foi presidido pelo procurador-geral de Justiça Marcelo Lemos Dornelles (ao centro) - Ministério Público / Divulgação
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