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22/01/2022 | 07:36 | Geral

Litoral catarinense tem 82 pontos impróprios para banho, 28 deles em Florianópolis

Número corresponde a 64,4% dos locais analisados, índice um pouco melhor em comparação ao último relatório

Número corresponde a 64,4% dos locais analisados, índice um pouco melhor em comparação ao último relatório
Canasvieiras, na capital catarinense, tem pontos inapropriados para receber banhistas - Leonardo Sousa / Prefeitura Municipal de Florianópolis

Praias de Santa Catarina têm 82 pontos impróprios para banho, oito a menos do que na semana passada, segundo o Instituto do Meio Ambiente do Estado (IMA). O sétimo relatório de balneabilidade da temporada 2021-2022, divulgado nesta sexta-feira (21), aponta que, dos 236 locais analisados na pesquisa, 152 (64,4%) estão em condições de receber banhistas. Outras duas áreas analisadas apresentaram resultados indeterminados.

O novo documento apresentou índice um pouco melhor em relação ao monitoramento da semana anterior, que apontava apenas 61% dos pontos como adequados para mergulho. Ele também traz novidades: foram acrescidos pelo IMA cinco novos pontos de coleta — um na Praia de Itapoã, em Itapoá; um na Praia Cerro, em Barra Velha; e três em Governador Celso Ramos, sendo um na Praia de Calheiros, um na Praia de Ganchos de Fora e um na Praia de Palmas.

As coletas são realizadas em praias e balneários de outros 24 municípios, contemplando todo o litoral catarinense. Entre eles, somente sete não apresentam nenhum ponto impróprio para banho: Araranguá, Biguaçu, Garopaba, Imbituba, Jaguaruna, Joinville e Piçarras. 

Na lista das cidades com ao menos um local inapropriado para receber banhistas estão, por exemplo, Balneário Gaivota, Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Itapema e Palhoça. Somente na capital catarinense, são 28 pontos impróprios — restando 59 em condições para banho.  

De acordo com o IMA, as equipes coletam a água do mar a até um metro de profundidade, na quantidade de 100 mililitros em cada ponto. O material coletado é submetido a exames durante 24 horas e são necessárias cinco semanas consecutivas de coleta para se obter um resultado tecnicamente confiável.  

— Para as análises são levados em consideração aspectos como condições de maré, incidência pluviométrica nas últimas 24 horas no local e parâmetros físicos, como a temperatura da amostra e do ar no momento da coleta. Na sequência, o material coletado é conduzido para a pesquisa em crescimento bacteriano no laboratório — explica Fábio Castagna da Silva, diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental do IMA. 

O levantamento completo, com a lista de pontos próprios e impróprios, e o histórico de balneabilidade dos locais podem ser consultados pelo site balneabilidade.ima.sc.gov.br e pelo aplicativo Praia Segura. 

Fonte: GZH
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