08/01/2022 | 17:03 | Geral
Maior e mais poderoso telescópio do mundo foi lançado neste sábado (25) para substituir o Hubble, em operação há 31 anos. Pesquisadores do RS vão monitorar três galáxias.
Pesquisadores do Rio Grande do Sul acompanharam com atenção, o lançamento do telescópio James Webb, feito pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, em parceria com a União Europeia e o Canadá. O Grupo de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na Região Central do estado, foi um dos selecionados para fazer observações das imagens coletadas pela missão.
Os cientistas da UFSM, em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Johns Hopkins, vão monitorar três galáxias no primeiro ano de operação do telescópio, durante 6 mil horas.
O James Webb é o maior e mais poderoso telescópio do mundo, substituindo o telescópio Hubble, que opera há 31 anos. A ferramenta é um grande observatório espacial que consegue enxergar objetos, como estrelas, galáxias e exoplanetas, distantes no espaço. O nome é uma homenagem a um supervisor da Nasa da década de 1960.
Segundo os pesquisadores da UFSM, o objetivo da proposta apresentada é estudar o papel de ventos de gás molecular e da radiação, produzidos no disco de acreção, que é a acumulação de matéria na superfície de um astro pela ação da gravidade, no entorno de buracos negros supermassivos no centro de galáxias próximas.
A equipe de Riffel é formada pelo irmão, o também astrofísico e pesquisador da UFRGS Rogério Riffel, a pesquisadora da UFRGS Thaisa Storchi-Bergmann, a doutoranda em Física pela UFSM Marina Bianchin e a pesquisadora Nadia Zakamska, da Johns Hopkins University. Os irmãos Rifel, são naturais do município de Alegria na Região Fronteira Noroeste.
O telescópio infravermelho custou quase US$ 9 bilhões e tem uma massa de 6,5 toneladas. Seu destino é uma órbita a 1,5 milhões de km da Terra, o equivalente a quase quatro vezes a distância do nosso planeta até a Lua.
Além do Grupo de Astrofísica da UFSM, somente mais uma proposta proposta liderada por um pesquisador de uma instituição brasileira foi aceita, a de Roderik Overzier, do Observatório Nacional. No primeiro ciclo de funcionamento do James Webb, 250 propostas do mundo todo foram aceitas.