Atendendo a um pedido da Defensoria Pública, a Justiça de Passo Fundo
determinou, nesta sexta-feira, o bloqueio de bens e valores de oito empresas nas quais o advogado Maurício Dal Agnol possui participação, obedecendo ao percentual
correspondente à parte do réu em cada uma delas.
O juiz decidiu, ainda, bloquear os honorários a que Dal Agnol tem direito nos processos em que
recebeu o dinheiro e não repassou para os seus clientes.
O objetivo da Defensoria é assegurar que haja recursos suficientes para o pagamento das
indenizações das ações já ajuizadas contra Dal Agnol. Atualmente, existem centenas de processos em tramitação, que somam mais de R$ 71
milhões. Os bens já conseguidos pela Justiça não alcançam este valor.
O advogado está preso desde setembro, acusado de golpe
em 30 mil clientes no valor de R$ 100 milhões, conforme investigação da Polícia Federal.